quarta-feira, 4 de julho de 2007

FESTIVAL DE CURTAS NA PERIFERIA

Nessa semana, mais especificamente no domingo, dia 08, às 14 horas, estaremos realizando nossa primeira projeção de curtas. Primeira nesse espaço, antes, no CEU Curuçá, há uns 2 anos atrás, já tínhamos realizado algo parecido. Nesta ocasião, planejávamos a estruturação de um cineclube; até um nome já tínhamos: Cineclube Bolo D’água. Realizamos algumas projeções, inclusive trazendo, para nossa honra, Zagatti, que deu-nos a oportunidade de uma conversa enriquecedora. Mas, por alguns motivos, digamos um tanto burocráticos, deixamos de lado a idéia.
Agora, depois de algum tempo surge, novamente, a chance de realizarmos mais uma projeção. Dessa vez num espaço de origem privada, mas de uso público. A idéia surgiu da conversa que tive com um amigo que coordena o espaço; esse amigo ( Evanildo Breguesso) e eu já tínhamos realizado alguns projetos quando batalhávamos na ONG Pensa. Grandes momentos! Mas aí já são outras narrativas mais longas. Fico aqui somente com a projeção.
Esse espaço só foi possível graças ao projeto da Companhia de Teatro os Satyros; eles, por meio de conversas com o Evanildo, levaram à periferia da Zona Leste a idealização do trabalho já realizado pelo grupo na Praça Roosevelt, no centro. Hoje já são realizados cursos e outras atividades no espaço.
Tudo isso é um grande trabalho de perspectiva sociocultural que a periferia ganha. Pormenores da arte que sempre são bem vindas em locais de extrema urgência cultural e onde o poder público não faz muita questão de atuar.
Pois bem, nesse domingo estaremos por lá, levando um pouco de cooperação em forma de imagem. Projetaremos curtas metragens, pois esses quase não tem o seu espaço, e uma boa parte das pessoas nem sabem que se fazem filmes de curta duração. Nossa intenção é mostrar que filmes desse âmbito também tem sua história e que bons filmes são realizados; discutir a idéia de cinema hoje num momento que estamos sendo atravessados por tanta tecnologia, tantas incertezas e propensões à arte do audiovisual.
Hoje o chamado cinema de grande massa passa por questões ambíguas e angustiantes. Cada vez mais tais filmes são colocados em xeque pela outra grande maioria que, “artesanalmente”, gera seus pequenos filmes. Documentários, ficções, animações; todo sedentos para serem degustados.
Cineclubes que fazem das projeções – e não só isso – um alento à uma galera que corre por fora e com isso mantém viva essa coisa do cinema, das artes da imagem; essa corpulência da viva e que se alimenta disso mesmo: dos pequenos filmes que, sem seu devido e merecido espaço, buscam nessas projeções algo a mais do que serem apenas vistos.

Nossa projeção começa Domingo, dia 08 de Julho.
Às 14 horas.
Rua Vistosa Madre de Deus, 40B
Jardim Noêmia, Zona Leste.
Rua da 59º DP

2 comentários: