sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Jornal Voz da Leste

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Jornal Comunitário localizado no bairro do Itaim Paulista. Seu objetivo é contribuir na divulgação da cultura, dos coletivos de arte e dos movimentos sociais da zona leste, bem como ser um canal de debate sobre nossos problemas e soluções.

Neste sábado teremos o lançamento da segunda edição aqui no Sarau O que dizem os Umbigos?!!

http://vozdaleste.blogspot.com.br/

O Jornal Voz da Leste também trás uma agenda cultural na qual este mês tem a programação da 1ª Mostra Cultural das Periferias:

http://issuu.com/vozdaleste/docs/agenda_issu_out-nov1

Facebook: https://www.facebook.com/VozDaLeste

Sarau O que dizem os umbigos?!! – Consciência Negra
com Jornal Voz da Leste vol II
Quando: 16 de novembro às 18 horas
Local: GRCS Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara (Próx. a Praça Silva Teles centro do Itaim Paulista)
Rua: José Cardoso Pimentel,1B Itaim PTA- SP - Cep: 08149-40

Débora Garcia–Poesia Cantada & Música Declamada

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Débora Garcia é poetisa, cantora e gestora cultural. Atualmente, preside a Associação Cultural Literatura no Brasil, entidade sem fins lucrativos, que desenvolve projetos de incentivo à leitura no município de Suzano, onde também atua como assistente social. Publicou seus textos em diversas antologias de literatura negra e literatura periférica.

É idealizadora do projeto Poesia Cantada & Música Declamada, que visa promover o incentivo à leitura e a inclusão cultural por meio de uma dinâmica inovadora e criativa entre a literatura e a música, suas grandes paixões. Neste projeto, seus textos são cantados ou declamados sob os ritmos da música tradicional brasileira e africana.

Sua arte traz o peso de uma mulher de personalidade forte que utiliza o verbo, recitado ou cantado, para incomodar e encantar. Sua escrita fala de negritude, e traz à tona, a crítica em relação aos problemas sociais vivenciados, principalmente, nas periferias de São Paulo, onde nasceu, cresceu e vive.

Acima de tudo uma mulher apaixonada e defensora da cultura como um instrumento de transformação social.

Para maiores informações acesse:

Blog: www.deboragarcia.blogspot.com

Email: deboragarcia.info@yahoo.com.br

Facebook: Débora Garcia

Telefones: 9 8950-9446 (oi) / 9 8598-4495 (tim)

Sarau O que dizem os umbigos?!! – Consciência Negra
com Débora Garcia – Poesia Cantada & Música Declamada
Quando: 16 de novembro às 18 horas
Local: GRCS Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara (Próx. a Praça Silva Teles centro do Itaim Paulista)
Rua: José Cardoso Pimentel,1B Itaim PTA- SP - Cep: 08149-400

Afoxé Filhos de Kaya

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Neste sábado o Afoxé Filhos de Kaya irá estreiar no Sarau O que dizem os Umbigos?!!

Afoxé formado pelos Filhos de Santo do Ipê Axé Iemanjá Ogunte e Boiadeiro de Cristal

Seu lançamento no ano de 2013 homegeará dois orixás padroeiros: Iemanjá e ogum.

Com a mensagem de que para conseguir a paz temos que lutar e resistir!

A personagem homenageada será a mãe de Santo, pedagoga e contadora de histórias Estelamar Monteiro, mãe caiojare.

Sarau O que dizem os umbigos?!! – Consciência Negra
com Afoxé Filhos de Kaya
Quando: 16 de novembro às 18 horas
Local: GRCS Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara (Próx. a Praça Silva Teles centro do Itaim Paulista)
Rua: José Cardoso Pimentel,1B Itaim PTA- SP - Cep: 08149-400

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Diálogo Saraus com o secretário municipal de cultura Juca Ferreira

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Carta direcionada ao Secretário Juca Ferreira com propostas de Políticas Públicas Culturais para a Periferia, assinada por vários coletivos e saraus.

Caro Juca!

Primeiramente queremos saudar o Dia Mundial do Hip Hop, comemorado hoje, como primeiro movimento cultural e artístico marcadamente jovem e negro que a partir das periferias de São Paulo arrebatou as periferias de todo o Brasil e hoje é apoiado por milhares de manos e manas que falam com a própria voz!

Ainda vivemos numa cidade repleta de contradições. A cultura e suas mil e uma linguagens artísticas têm cada vez mais assumido um compromisso em transformar para melhor está cidade incrível. São Paulo concentra a maior riqueza do país e ao mesmo tempo é muito desigual: dos cerca de doze milhões de habitantes, quase nove milhões vivem nas periferias da cidade. Enquanto que no Centro, onde está o marco zero da cidade, do alto da riqueza é possível avistar também muita pobreza. O que não é possível é ficar indiferente a estas desigualdades que atingem a todos e todas, mas de forma diferente e aqui é importante destacar a violência policial que impede que jovens negros, pobres e das periferias tenham o direito de atingir uma vida adulta assegurada por direitos, inclusive o do protagonismo. Violência que tem exposto também as jovens e as mulheres a situações de abandono e risco. É neste contexto e com profundo desejo de transformação que viemos aqui para este primeiro Diálogo Saraus propor:

1) Que a SMC-Sec. Municipal de Cultura reconheça a contribuição que os Saraus Periféricos vem promovendo há pouco mais de uma década na cena cultural e artística da cidade de SP e que este reconhecimento seja efetivado nas políticas de fomento, de recursos, incentivos e premiações, etc.

2) Através da SMC os Saraus possam dialogar também com as secretarias de Educação e Direitos Humanos, numa lógica intersetorial, uma vez que além da dimensão cultural, os saraus, na sua transversalidade, também colaboram para a formação educativa e promoção de direitos.

3) A ampliação do Programa “Literatura Periférica: Veia e Ventania nas bibliotecas de São Paulo”, bem como inserir os saraus como atividades nas escolas públicas, CEUs, bibliotecas comunitárias e pontos de leitura formal e não-formais.

4) A contratação de novos profissionais para as bibliotecas, não apenas bibliotecários, formação continuada e capacitação transversal para as equipes.

5) A criação de um programa de aquisição de livros produzidos pela Literatura Periférica (para além das cotas do VAI), como as antologias de saraus, inserindo a Literatura Periférica como uma vertente de interesse público, bem como a circulação dos autores e autoras para apresentar seus processos criativos.

6) Fomento a produção independente feita pelos coletivos de saraus: livros, vídeos, e outras atividades que dialoguem com a literatura.

7) Que os coletivos possam oferecer também formação cultural para a comunidade nos equipamentos públicos em forma de cursos, oficinas, palestras, etc.

8) Implantação do PMLL-Plano Municipal do Livro e da Leitura na atual gestão com a realização de oitivas descentralizadas em espaços formais (CÉUS e bibliotecas públicas) e não-formais (saraus, espaços e bibliotecas comunitárias na periferia).

9) Criação de convênios entre saraus e programas educativos como MOVA, EJA e Educação Popular.

10) Criação de uma Cartografia Cultural das Periferias, com versão impressa e divulgação mensal, no formato de um guia e também digital, por meio de uma plataforma de cadastro aberto e colaborativo.

Nesta ocasião, não poderíamos deixar de reivindicar também que se abra um diálogo imediato com os coletivos e participantes dos espaços culturais ocupados por coletivos que exercem um papel de ponto cultural, sobretudo nas periferias da cidade.

Uma cidade com contradições proporcionais a dimensão de São Paulo precisa de um orçamento para investimentos a altura dos desafios para enfrentar as desigualdades e aqui destacamos a necessidade de no mínimo 2% para a Sec. Municipal de Cultura cumprir sua missão de promover políticas públicas culturais mais inclusivas.

Transformar a cidade de São Paulo numa cidade mais justa e igualitária só é possível se o poder público fizer a opção de assumir para si essa tarefa também!

São Paulo, 12 de novembro de 2013.

PERIFERIA PRESENTE!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

#existediálogosemSP: SARAUS

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Amanhã dia 12 de novembro é mais um dia de luta em que a Periferia deve e estará presente. Conversaremos com o Juca Ferreira, secretário de cultura, para construir políticas públicas de cultura e fortalecer as ações das periferias, especificamente nesse encontro falaremos sobre os saraus das periferias que têm empenhado um grande papel na difusão da cultura em àreas carentes de políticas públicas culturais.

às 19h na Galeria Olido

Sanção VAI II

VAIII

Mais uma vitória da periferia unida e organizada! Palmas ao povo!

Protesto

(de Carlos Assumpção)

Irmão sou eu quem  grita
Eu tenho fortes razões
Irmão sou eu quem grita
Tenho mais necessidade
De gritar que de respirar
Mais irmão fica sabendo
Piedade não é o que eu quero
Piedade não me interessa
Os fracos pedem piedade
Eu quero coisa melhor
Eu não quero mais viver no porão da sociedade
Não quero ser marginal
Quero entrar em toda parte
Quero ser bem recebido
Basta de humilhações

Minh´alma está cansada
Eu quero o sol que é de todos
Quero a vida que é de todos
Ou alcanço tudo o que eu quero
Ou gritarei a noite inteira
Como gritam os vulcões
Como gritam os vendavais
Como grita o mar
E nem a morte terá força
Para me calar!

2% Para a cultura já!

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Nota Pública Sobre a Participação do Fórum de Cultura da Zona Leste e Articulação de Movimentos da Periferia na Câmara Municipal de São Paulo

O Fórum de Cultura da Zona Leste não aceitará política de balcão! 2% para a Cultura já!

O Fórum de Cultura da Zona Leste, junto com outros movimentos periféricos, estiveram presentes no ultimo dia 04 de novembro na Câmara Municipal de São Paulo para audiência pública sobre o orçamento da Cultura para 2014. Entre outros, compunham a mesa o Secretário de Cultura Juca Ferreira e o vereador relator Paulo Fiorilo (PT).

As falas da periferia foram direcionadas para o pedido de 2% para a Cultura já, uma bandeira puxada pelo FCZL e encampada também por outras coletividades ali presentes, como cooperativas e corpo de artistas dos programas de formação Vocacional e PIÁ. Também foi lida a carta produzida pelo Fórum e assinada por diversos movimentos da periferia, dentre os quais Articulação dos Saraus Periféricos, Bloco de Articulação dos Espaços de Ocupação Cultural, Mutirão Cultural da Quebrada, Rede Viva Periferia Viva, RECUSA, Movimento Organizado Moinho Vivo e Fórum Hip Hop Municipal de São Paulo.O Fórum discursou sobre a urgência no cumprimento já em 2014 do compromisso firmado pelo prefeito Fernando Haddad, frequentemente publicizado nos #existedialogoemSP pelo secretário Juca Ferreira, em aumentar para 2% o orçamento da Cultura. Também falou sobre o quanto o orçamento reflete uma política que pouco investirá na descentralização dos recursos para programas com acesso direto das periferias da cidade.Foi levado a público o estudo do orçamento produzido pelo Fórum (publicado em sua página do facebook, blog e no portal Passa Palavra), gerando muita surpresa por parte do poder público e também da sociedade civil. Muito por conta da dificuldade de leitura dos relatórios orçamentários disponibilizados pela prefeitura para consulta pública, alguns militantes da cultura não tinham uma percepção do orçamento total em relação à divisão interna da pasta. Com a apresentação destes dados pelo Fórum, ficou evidente a fragilidade do orçamento da Secretaria – com valor ínfimo diante do comprometimento político da prefeitura – e expôs a contínua desigualdade no planejamento das ações e investimentos a serem realizados nas áreas periféricas da cidade em relação a região central.

Se somadas, as despesas com Centros Culturais (CCJ, CCFCT, CCPE e outros dois a serem construídos em Itaquera e M´Boi Mirim), Quebrada Cultural, Vocacional, PIÁ, Programa VAI e Edital Primeiras Obras (CCJ) chegam a quase R$ 63 milhões, ou, apenas 19,5% do orçamento total da pasta segundo planilhas disponibilizadas pela SEMPLA.

  A posição marcada pelo Fórum foi potente e, como resultado, alertou a SEMPLA, SMC,  Frente Parlamentar em Defesa da Cultura e movimentos da sociedade civil para a necessidade de uma audiência pública para que sejam abertas as contas da cultura de forma transparente e detalhada. Leandro Hoehne, do FCZL, e Maria do Rosário, assessora do vereador Nabil Bonduki, expuseram em suas falas esta reivindicação e como resultado conseguimos que a própria relatoria, o vereador Paulo Fiorilo, fizesse este encaminhamento em medida de urgência.

Ao final das falas o secretário Juca Ferreira se pronunciou sem muitas novidades, repetindo um discurso já dito em outras ocasiões pela cidade e quase nada esclareceu do orçamento, fazendo menção a pontos específicos como o custo de R$ 60.000,00 para a realização do programa de diálogos da SMC #existedialogoemSP. Também disse que há uma grande mobilização por parte da SMC para garantir políticas de cultura para a periferia, mas não comentou a observação feita pelo Fórum de que o orçamento revela uma maior concentração de recursos em programas que atendem em maior parte o centro da cidade – explicitando que há um discurso de boa vontade política em benefício da periferia (importante considerar que os movimentos periféricos eram maioria no Plenário) que não está refletido na divisão orçamentária e na prática da atual gestão.Os fazedores de cultura ali presentes se reuniram após a plenária para debater os principais pontos cabíveis para discussão do orçamento. Foi unânime a necessidade em dar encaminhamento ao encontro entre as partes envolvidas para que fosse estudado com a sociedade civil a proposta orçamentária para 2014. Estavam presentes o Fórum de Cultura da Zona Leste, Articulação dos Saraus Periféricos, movimentos das periferias sul e noroeste, as cooperativas de dança e teatro, representantes dos movimentos em torno dos programas de formação, assessores parlamentares e outros militantes. Tiramos como pauta única dos movimentos da cidade a luta pelos 2% do orçamento para a Cultura no município, a ser encampada de maneira articulada em todas as regiões durante o mês de novembro, a partir de um estudo do novo orçamento compartilhado pela SEMPLA e da apresentação pública do manejo orçamentário interno da SMC. Está sendo agendada uma reunião entre comissões representativas da sociedade civil e do governo para dar andamento a este estudo.

O Fórum de Cultura da Zona Leste não aceitará a política de balcão!

Cansados de política de balcão e visando a construção de políticas de Estado estruturantes que busquem maior equidade entre as produções artísticas e culturais da cidade, o Fórum de Cultura da Zona Leste deixa claro que não compartilha com esta prática, cujas negociações em pares não traz uma política para o município, mas sim benefícios para alguns segmentos historicamente beneficiados!

PERIFERIA PRESENTE!

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sábado, 9 de novembro de 2013

Viagem Literária



Cidades do interior receberão palestras do escritor Sacolinha

O Viagem Literária, projeto da Secretaria de Estado da Cultura em parceria com a SP Leituras, promove encontros com diversos autores brasileiros em 70 municípios do interior paulista. Entre os convidados desse ano está o escritor Sacolinha, de Suzano.

A programação do projeto Viagem Literária do mês de novembro conta com 28 escritores de literatura adulta e infantojuvenil que viajarão para 70 municípios paulistas. Entre esses autores está o escritor suzanense, Ademiro Alves, o Sacolinha, que percorrerá cinco cidades num período de três dias. Durante os dias 11, 12 e 13 de novembro, o autor passará pelos municípios de Piedade, Rancharia, Bastos, Palmital e Cerqueira César.
Esta já é a segunda vez que Sacolinha é convidado para participar do projeto. A primeira, ocorrida em 2011, o autor suzanense percorreu as cidades de Monteiro Lobato, São Bento do Sapucaí, Guaratinguetá, Águas de Lindóia e Mococa. Nestas cidades o autor ministrou oficinas de criação literária, onde forneceu elementos que estimularam o processo criativo dos participantes, tal como o domínio de ferramentas básicas que puderam permitir a execução de pequenas histórias, individuais e coletivas.
Para Sacolinha o Viagem Literária é um dos únicos projetos literários completos existentes no estado de São Paulo. “É um projeto que contempla a todos. Valoriza o escritor, coloca os leitores de frente para seus escritores preferidos e promove o espaço da biblioteca. Geralmente os projetos literários só contemplam uma categoria, e na maioria das vezes é o leitor ou a biblioteca, o escritor raramente é lembrado”. Desabafa Sacolinha.
Todas as palestras serão ministradas nas bibliotecas públicas destes municípios. Em duas horas de atividade Sacolinha pretende abordar sua trajetória literária, seus livros, seu processo de criação e ainda falar dos projetos literários que ele desenvolve em várias partes do Brasil. Cerca de 40 minutos da palestra serão dedicados às perguntas da plateia.
Estima-se que em cada cidade o autor falará para um público aproximado de 200 pessoas. Todas elas já leram algum livro do escritor Sacolinha.

Sobre o autor
Sacolinha (Ademiro Alves de Sousa) tem 30 anos, nasceu na cidade de São Paulo e é formado em Letras. É escritor, autor de romances e livros de contos (Graduado em marginalidade, 85 letras e um disparo, Estação terminal, Peripécias de minha infância, Manteiga de cacau e Como a água do rio). Em 2013 completa onze anos de carreira literária. Em sua trajetória já esteve em programas de televisão como Jô (TV Globo), Provocações, Metrópolis e Manos e Minas (TV Cultura). Desenvolveu em Suzano centenas de projetos de incentivo à leitura e de divulgação dos novos escritores, com destaque para o 1º Salão Internacional do Livro de Suzano. Trouxe para a cidade escritores como Ariano Suassuna, Marcelo Rubens Paiva, Ignácio de Loyola Brandão, Moacyr Scliar, Paulo Lins, Antônio Skármeta, Fernando Gabeira, entre outros. Ganhou vários prêmios por seus livros e seus projetos. Nos últimos anos tem viajado pelo país fazendo palestras e ministrando oficinas, principalmente em lugares vulneráveis e não muito comuns para eventos literários, tal como cadeias, penitenciárias federais, favelas, morros e associações de moradores. Recentemente prestou serviços para a UNESCO e para o Ministério da Justiça no projeto “Uma janela para o mundo – Leitura nas Prisões” nas Penitenciárias de Segurança Máxima. Desenvolve ainda uma palestra por semana nas escolas públicas do estado de São Paulo. Em 2013 a editora carioca Aeroplano, lançou o livro "Como a água do rio" biografia e trajetória do escritor Sacolinha.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Festival do Livro e da Literatura de São Miguel Paulista

Dia 8 estaremos ocupando o festival junto com outros saraus da ZL o Festival do Livro e da Literatura de São Miguel, a umbigada toda está convocada para mostrarmos o que viemos dizer. Poesia e arte livre como tem que ser, tragam parentes e amigos. Quem quiser se apresentar basta dar o nome na hora.

Programação Festival do Livro e da Literatura de São Miguel 2013-page-001

Programação Festival do Livro e da Literatura de São Miguel 2013-page-019

Para quem quiser visualizar a programação completa com todas as atividades e locais: http://fundacaotidesetubal.org.br/upload/livreto_festival_2013.pdf

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Carta do coletivo “O que dizem os Umbigos?!!” em repúdio ao quadro de funcionários da Casa de Cultura Itaim Paulista e ao descaso com os coletivos culturais locais e a comunidade

OcupacaoA Casa de Cultura Itaim Paulista, fundada em 1985 (uma das Casas de Cultura mais antigas de São Paulo) atualmente com 28 anos de existência, encontra-se em estado de desistência e abandono pelo poder público e consequentemente, pelos usuários e artistas, cansados de serem mal recebidos e mal tratados e por terem que lidar com a precariedade não só do atendimento, mas também da limpeza, falta de organização, técnicos e equipamentos
.
Esta Casa é fruto da luta histórica dos movimentos populares de cultura da região. Criada e fundada à partir de movimentos como o MPA (que com as trocas de gestão também foi obrigado a deixar o espaço), há tempos não cumpre seu papel original, enquanto espaço PÚBLICO de cultura. Muitos coletivos após o MPA tentaram resgatar sua história de luta, levando atividades culturais, sempre em busca de garantir o espaço aos artistas e moradores locais. Ação, infelizmente barrada pelos milhares de problemas que a Casa de Cultura e seus funcionários vem acumulando ao longo do tempo.

Portanto, a Ocupação Cultural “O que dizem os Umbigos?!”, realizada na Casa de Cultura do Itaim Paulista, não é por acaso...mas sim por DESCASO!

Sucateado pela ausência de investimento, estrutura e organização por parte do poder público nas gestões anteriores, permanece na mesma situação na gestão atual. A falta de equipamentos, recursos técnicos, recursos humanos qualificados, organização interna e o descaso com os artistas e a comunidade local é gritante, desumano e infringe o direito à cultura “garantido” na Constituição Federal, assim como na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Mesmo diante desta realidade e tratamento obtido, o Sarau “O que dizem os Umbigos?!” (que em 2013 completou 4 anos de (r)existência), realizou por 3 anos esta atividade no espaço mencionado, sujeito à boicotes de todos os gêneros. Porém, exaustos de enfrentar os desmandos de um local público, gerido de maneira privada, os Umbigos passaram a realizar o Sarau, na Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara (também no Itaim Paulista), afim de garantir a realização efetiva desta ação cultural, assim como atender dignamente os artistas e público participante.

Entretanto, entendendo este espaço como direito e conquista do poder popular, o coletivo “O que dizem os Umbigos?!” não se isentou da necessidade de continuar lutando para que a Casa de Cultura seja, de fato, do Itaim Paulista. E para tanto, criou uma ação de Ocupação Cultural neste espaço, recebendo mensalmente, artistas parceiros para desenvolver alguma atividade artística aberta ao público. Esta ação, não só compõe a agenda da Casa, desde Julho, como, nesta edição, também integra a programação da 1ª Mostra Cultural das Periferias -#pelaleidefomentoàperiferia, organizada pelo Fórum de Cultura da Zona Leste.

No último sábado, dia 26/10, o coletivo convidado a fazer a Ocupação Cultural junto com os Umbigos foi o SLAM da Guilhermina. A Atividade foi realizada no horário previsto e dentro das condições estabelecidas pelo espaço, entretanto, ao final da ação (por volta das 21h), enquanto os coletivos e o público presente registravam algumas fotos e guardavam os materiais para deixar a Casa, um dos funcionários apagou as luzes com todos dentro do espaço, alegando que “deu o horário dele”.
Na tentativa de conversar a respeito do ocorrido, questionar a sua atitude e expor a necessidade de que, enquanto funcionário público, ele deveria acompanhar a atividade até o final, aguardando minimamente as pessoas saírem da Casa, antes desligar as luzes do espaço, o mesmo funcionário respondeu com a seguinte frase: “deu minha hora, eu desligo mesmo!” e fechou a porta na cara de todos: coletivo organizador (O que dizem os Umbigos?); coletivo convidado (SLAM da Guilhermina); e público presente (comunidade local e de outras regiões).

Botados para fora com as bolsas abertas, materiais por guardar e lanche dos convidados nas mãos (que aliás, tivemos que retirar à força da cozinha, pois nem isso ele se propôs a esperar), restou-nos a possibilidade de nos reunir na praça, em frente à Casa de Cultura, para organizar as nossas coisas antes de ir embora e compartilhar com os presentes um pouco de comida, indignação e a certeza do motivo pelo qual realizamos esta ocupação.

Esta não é a primeira vez que acontece este tipo de atitude desrespeitosa com quem deveria ser muito bem recebido nesta Casa e este não á um caso isolado e restrito ao Coletivo “O que dizem os Umbigos?!, mas sim uma realidade presente e gritante em grande parte dos espaços públicos, cuja estrutura não atende as atividades locais e funcionários despreparados e inconscientes do seu papel nestes espaços, literalmente, fecham as portas para ação cultural e para comunidade local.

Mediante uma luta histórica, somada à inúmeras reclamações e manifestações feitas, por diversos coletivos em prol do melhor funcionamento das Casas de Cultura, assim como de outros espaços públicos, questionamos a manutenção deste quadro e reiteramos a necessidade URGENTE de que alguma providência seja imediatamente tomada. Pois, já estamos cansados de #discursosemSP e o que queremos e necessitamos é de #atitudesemSP! Que tal agora?

DEMANDAS URGENTES IMPRESCINDÍVES E ÓBVIAS!!!

Devolução imediata da Gestão das Casas de Cultura para a Secretaria Muncipal de Cultura;
Orçamento próprio e transparência orçamentária do espaço;
Reforma da Casa (atualmente encontra-se depredada, como a porta grande de ferro da entrada quebrada, vazamento nos banheiros; bebedouros enferrujados);
Pessoal capacitado para os respectivos cargos (isso implica na troca de todos os funcionários atuais);
Permanência da Coordenação no espaço e acompanhamento das atividades culturais, durante sua carga horária de trabalho;
Contratação de técnicos de som, equipe de divulgação, bibliotecários, técnicos de luz, seguranças, faxineiros, oficineiros, atendentes, etc
Compra e manutenção de equipamentos necessários para realização das atividades;
Equipamentos de Luz e Som de qualidade;
Manutenção de banheiros, bebedouros, etc.;
Trabalho de divulgação da Casa (informativos e agenda que cheguem ao conhecimento da população, não só sua existência como também as ações desenvolvidas no local);
Programação Compartilhada e fiscalização popular;
Liberdade de uso do espaço sem a necessidade de ofícios burocráticos (em situações em que a Casa encontra-se vazia);
Organização para o uso de equipamentos, (que devem ser marcados, desmontados e guardados pelos técnicos de som contratados após os eventos);
Mudança do horário de fechamento da Casa de Cultura, para, no mínimo 22h.

Sarau “O que dizem os Umbigos?!”
“...e o último a sair, ACENDE A LUZ!”