
Pavio da Cultura
Todos os primeiros sábados de cada mês, o Centro Cultural Boa Vista, desenvolve o seu sarau com a presença da comunidade recitando poesias, cantando, dançando e se manifestando com sua arte.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO
09/8 – 16h
Cine-Cultura
Sempre no segundo sábado de cada mês, o Centro Cultural Boa Vista exibe um filme para a comunidade local.
Filme do mês: Vidas Secas de Nelson Pereira dos Santos. Filme de 1963, 103 min.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO
09/8 – 20h
Pavio da Cultura
Todos os segundos sábados de cada mês, músicos, atores, escritores, poetas, dançarinos e cineastas se reúnem para apresentar seus trabalhos neste sarau. Neste evento será divulgado o resultado do 4º Concurso Literário de Suzano. O homenageado dessa vez é o poeta Patativa do Assaré.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano - SP
Informações: (11) 4747-4180
GRATUITO
15/8 – 19h
Fogueira, Literatura e Pipoca
Com a idéia de inovação, a Prefeitura de Suzano junto com a Associação Cultural Literatura no Brasil cria esse novo projeto que tem o objetivo de incendiar e pipocar o debate. Numa roda em volta da fogueira, os participantes discutem sobre literatura durante 1h. Depois, durante 30 min. há um sarau para encerrar a atividade.
Tema do mês: A literatura de cordel no mundo contemporâneo.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural Boa Vista, Rua Katisutosh Naito, 957 – Sesc/Boa Vista – Suzano - SP
Informações: (11) 4749-7556
GRATUITO
20/8 – 19h30
TV Cultura - Manos e Minas – Matéria com o escritor Sacolinha
O escritor Sacolinha estará neste dia concedendo uma entrevista para o Programa Manos e Minas da TV Cultura que é apresentado pelo músico Rappin Hood. O programa será reprisado no dia 23/8, sábado à 01h da manhã.
23/8 – 13h
Salão de idéias da 20ª Bienal de São Paulo
Os autores da coleção Literatura Periférica da Global editora, Sergio Vaz, Sacolinha e Alessandro Buzo, estarão no Salão de Idéias, às 13 horas, expondo ao público, sob a mediação do jornalista Chico Pinheiro, suas perspectivas, dentro da Literatura Brasileira.
Local: Parque do Anhembi. Rua Olavo Fontoura, 1209. Santana – São Paulo – SP
26/8 – 20h
Trocando Idéias
Atividade da Associação Cultural Literatura no Brasil que tem como objetivo promover o debate à cerca do livro e do autor.
Livro do mês: “Poemas dos becos de Goiás e historias mais” de Cora Coralina
Facilitador: D. Elisabete, poeta e escritora
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil
Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4749-0384
GRATUITO
Setembro
Revista Vida Simples
A revista Vida Simples, publicação da editora Abril, traz na edição de setembro uma matéria com o autor de 85 Letras e um Disparo, o escritor suzanense Ademiro Alves, mais conhecido como Sacolinha.
A revista estará em todas as bancas de jornal. Não deixe de adquirir o seu exemplar.
Os contos do livro 85 letras e um disparo são retratos das dificuldades crônicas enfrentadas por quem vive fora do centro da sociedade rica. Uma voz latentemente oprimida pela má-distribuição de renda e pela falta de estrutura social adquire o timbre de prostitutas, criminosos, estudantes, escritores de periferia, trabalhadores das mais variadas áreas, e é ouvida a cada página do segundo livro de Ademiro Alves de Sousa, mais conhecido como Sacolinha.
A obra é formada por episódios que podem ser autobiográficos, misturados a histórias, depoimentos e reflexões de personagens pobres que se incluem como podem ao consumismo exagerado de uma pequena parcela privilegiada da população, seja indo para a criminalidade, seja comendo ovo com farinha e omelete acebolado um ano inteiro para guardar dinheiro e fazer um churrasco de gente fina, como no conto “Churrasco da virada”.
Um aspecto muito interessante em 85 letras e um disparo é a presença incondicional da literatura em meio a todos os dramas apresentados em cada conto, seja pela figura dos protagonistas de algumas histórias, escritores de periferia, tentando vender seus livros (coisa que Sacolinha já fez), ou pela cultura literária da prostituta do conto “Eu, prostituta?”, e do assaltante de “Traição na joalheria do shopping”, ou ainda, por referências de outros personagens a escritores.
Ao colocar na boca de seus personagens trechos e autores da literatura, Sacolinha empresta sua articulação e erudição a essas pessoas que, como o garoto Tedy, do conto “O aluno que só queria cabular uma aula”, mantêm toda sua indignação na cabeça, por não conseguirem sequer formar uma frase.
Esse talvez seja o principal papel de autores como Sacolinha, Ferréz, ou outros, ditos marginais, justamente por virem dessa suposta margem que circunda a parte rica da sociedade. Quando eles dão voz aos que não a tem, em forma de narrativa literária, enfim, de arte, a denúncia de suas condições precárias de existência é muito mais impactante que qualquer notícia ou documentário.

