Caminho pelas ruas festivas; festivo também estou. O ambiente entoa toda a algazarra mística da noite: a música é percussiva e recheada de cordas e sopros e açucaradas vozes embriagadas de prazeres alcoólicos. Nada esta mal, nem a dor antagônica da existência, nem os caprichos que a vida revela. Estou contemplativo em busca de doses mais fortes para a cabeça. Por toda a rua a festa é repleta de fortes ondas sonoras. Mulheres e homens desfilam suas exuberâncias físicas; Meu único soberbo trabalho é olhar; aprecio a noite, a bebida, o sexo, a música e tudo o que mais me deixa em sintonia com o lugar. Nesses dias fico à mercê de ocasiões, digamos divinas... A beleza em tudo é um olhar mais desvairado; um pacote de drogas acompanhado de sexo ao som de um tamborim e uma cuíca. Fios de náilons para reticular a moral reprimida. Mas nessa noite Luis Melodia dá a nota fatal que atravessa as paredes de qualquer quarto sujo onde pago favores para obter coisas que me enchem a vida. Depois desço as escadas numa escuridão pavorosa. Alguns sorrisos estampam as resistências dos fregueses. Lá fora tudo é convidativo: os rebolados, as simetrias, os resvalares de peles... continuo na noite santa; fumaças invadem pulmões e mente ao som de cavacos e pandeiros. São ocasiões para se pensar em dançar. É o que faço. Duas garotas estão se amando loucamente. Não consigo desviar o olhar. Elas nem me notam e a vida continua. Percorro tudo, andando e olhando e ouvindo o sacudido do som: é batuque é baque é nervo é aço é balanço... nunca estive assim. São tantas as nevralgias, são tantos caos, mas tudo é sinfonia, aqui tudo é rufar, é tambor. Vou bebericando copos que me chegam às mãos, repassando toques, burlando locais sacros, referindo na mente difanidades; silêncio profano. Sou eu que ao afro sabor da euforia resgato o sabor da vivência, manual de orgias; rufar o tambor da morte. Vem cá, rasga o cavaco deixa de lado o sufoco no pé da mulher, pele lisa pés descalço a sacolejar; eu ando, eu danço. Semba. Grito da fé num país de festas. País das contradições; o futuro que nunca chega e quando chega passa tão rápido quanto esses dias pagãos. Hoje é futuro na nação que sacoleja com sons guturais. A carne elevada à divindade. Cristãos rebolam também. Santos com tez escura anarquizam o reino e dizem amém.
jonilson nobre montalvão
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
1ª ANTOLOGIA LITERÁRIA PÁGINAS VAZIAS
Organizador: Paulinho Dhi Andrade
Até do dia 10 de janeiro de 2010 estarão abertas as inscrições para a 1ª antologia literária PÁGINAS VAZIAS destinada somente para poesias.
Poderão participar da antologia todo aquele que utilizando da língua portuguesa, o que não impede o uso de termos em outra língua, escreva poesias nos seus mais variados estilos; poemas, sonetos, haicais e etc.
O número máximo de páginas por participante é de: 10 (dez) páginas e o mínimo: 02 (duas) páginas.
Os textos para avaliação deverão ser enviados para o seguinte e-mail: cecília@madioeditorial.com.br
Não será permitido colocar duas poesias na mesma página.
Os textos deverão ser acompanhados de uma míni biografia de no máximo 10 (dez) linhas que deverá estar escrita na 3ª pessoa do singular.
Maiores informações: Madio Editorial
cecília@madioeditorial.com.br
Até do dia 10 de janeiro de 2010 estarão abertas as inscrições para a 1ª antologia literária PÁGINAS VAZIAS destinada somente para poesias.
Poderão participar da antologia todo aquele que utilizando da língua portuguesa, o que não impede o uso de termos em outra língua, escreva poesias nos seus mais variados estilos; poemas, sonetos, haicais e etc.
O número máximo de páginas por participante é de: 10 (dez) páginas e o mínimo: 02 (duas) páginas.
Os textos para avaliação deverão ser enviados para o seguinte e-mail: cecília@madioeditorial.com.br
Não será permitido colocar duas poesias na mesma página.
Os textos deverão ser acompanhados de uma míni biografia de no máximo 10 (dez) linhas que deverá estar escrita na 3ª pessoa do singular.
Maiores informações: Madio Editorial
cecília@madioeditorial.com.br
quarta-feira, 24 de junho de 2009
CONVITE CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
O Cineclube Lunetim Mágico realiza todo o último sábado de cada mês seu projeto de exibição de curtas-metragens independentes.
Realizadores, façam contato, envie-nos seu vídeo.
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO
CONVIDAM PARA A SESSÃO DE CURTAS INDEPENDENTES
Sábado, 27 Junho, às 18:30 horas - grátis
RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
www.lunetim.blogspot.com
lunetim@hotmail.com
11 – 3229.4282/ 3214.3906 / 7038.6836
programação:
Dante – Documentário – 27 minutos
Realização: Cristiano Azzi, Filipe Freitas e Ivan Abreu
Um vídeo sobre uma rua de Belo Horizonte serve de proposição para uma discussão sobre documentário e ficção.
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=
Realização Coletiva dos Alunos da Oficina Cultural Alfredo Volpi
sob coordenação do Professor Sylvio Rocha.
Privado – Ficção – 8 minutos
Homem casado revela seus segredos à sua esposa através de uma câmera de vídeo.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Eu quero, eu posso, eu vou conseguir – Ficção – 16 minutos
O consumo desenfreado é abordado de forma irônica no cotidiano de uma família.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Da prateleira ao abismo – Ficção – 15 minutos
Colecionador ávido por comprar objetos tem seus valores questionados.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Dublagem – Documentário - 12 minutos
Realização Coletiva: Camila Cordeiro, Camila Guesa, Camila Manchini, Hugo Lima, Thiago Capelle e Thiago Sachietti
Doc sobre o trabalho de dubladores, com discussão sobre a importância da voz, experimentos com voz e personagens.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Realizadores debatem suas produções. Bate papo.
Projeto musical com DJ BiBi
Realizadores, façam contato, envie-nos seu vídeo.
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO
CONVIDAM PARA A SESSÃO DE CURTAS INDEPENDENTES
Sábado, 27 Junho, às 18:30 horas - grátis
RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
www.lunetim.blogspot.com
lunetim@hotmail.com
11 – 3229.4282/ 3214.3906 / 7038.6836
programação:
Dante – Documentário – 27 minutos
Realização: Cristiano Azzi, Filipe Freitas e Ivan Abreu
Um vídeo sobre uma rua de Belo Horizonte serve de proposição para uma discussão sobre documentário e ficção.
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Realização Coletiva dos Alunos da Oficina Cultural Alfredo Volpi
sob coordenação do Professor Sylvio Rocha.
Privado – Ficção – 8 minutos
Homem casado revela seus segredos à sua esposa através de uma câmera de vídeo.
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Eu quero, eu posso, eu vou conseguir – Ficção – 16 minutos
O consumo desenfreado é abordado de forma irônica no cotidiano de uma família.
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Da prateleira ao abismo – Ficção – 15 minutos
Colecionador ávido por comprar objetos tem seus valores questionados.
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Dublagem – Documentário - 12 minutos
Realização Coletiva: Camila Cordeiro, Camila Guesa, Camila Manchini, Hugo Lima, Thiago Capelle e Thiago Sachietti
Doc sobre o trabalho de dubladores, com discussão sobre a importância da voz, experimentos com voz e personagens.
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Realizadores debatem suas produções. Bate papo.
Projeto musical com DJ BiBi
quarta-feira, 29 de abril de 2009
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO – exibição de Abril

Em sua sessão no mês de abril, o Cineclube Lunetim Mágico mostrou mais 4 vídeos, de diferentes realizadores, feitos de forma independentes, provando que a capacidade dos realizadores é mais que do uma singela vontade de fazer vídeo; as novas mídias nos dão a chance de mostrar nossas vontades e desejos no formato audiovisual.
Esse panorama do vídeo independente que o Cineclube Lunetim Mágico vem apresentado no espaço do Centro Cineclubista de São Paulo, revela a falta de oportunidade que alguns realizadores enfrentam quando terminam seu vídeo.
Todos nós sabemos as dificuldades que cineastas enfrentam na trajetória entre a realização e a exibição dos filmes aqui no Brasil; imaginem cineastas que realizam vídeos de forma que o mercado não aproveitará em sua sagacidade por compra e venda. Com exceção de alguns festivais, não há circuito exibidor desses filmes.
O Lunetim aparece com a idéia de suprir essa necessidade, se não no seu todo, mas pelo menos uma parte dela. E com o apoio do Centro Cineclubista de São Paulo, realiza todo o último sábado de cada mês exibições de vídeos independentes.
Para saber mais, não hesite, entre em contato:
lunetim@hotmail.com
www.lunetim.blogspot.com
texto e foto:
jonilson montalvão
quarta-feira, 8 de abril de 2009
PROGRAMAÇÃO DO CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO
CONVIDAM PARA A SESSÃO DE CURTAS INDEPENDENTES
Sábado, 25 de Abril, às 19 horas
RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
www.lunetim.blogspot.com
lunetim@hotmail.com
11 – 3229.4282
programação:
Insight – Ficção – 4 minutos
Realização: Márcio Vaz, Theo Grahl
Uma atitude tomada por impulso transforma o racional em insano, provocando ânsia àquilo que dá prazer.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Alma Cineclubista – Documentário – 31 minutos
Realização: Vânia Feitosa, Escola Magia Cinema de Paulínia, SENAC Campinas
Retrata o percurso do histórico cineclubista Diogo Gomes, dentro do Movimento Cineclubista Brasileiro, que dedicou e dedica sua vida nos seus trinta anos de militância para assegurar o filme tela, como um direito de todos.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
O Romance de Clara Menina com Dom Carlos de Alencar
Ficção - 11 minutos
Direção: Diogo Gomes dos Santos
Baseado no romance homônimo de Ariano Suassuna, conta a história da princesa Clara flagrada nua com Dom Carlos.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Insônia – Ficção – 7 minutos
Realização: André Pires e Felipe Souza
Uma notícia sobre assassinato, um trecho da bíblia e um jovem solitário que ambienta essas neuroses em seus sonhos.
No final da sessão há um bate papo com os realizadores e apresentação musical com o grupo MARACATU BOIGY http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=64162569
CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO
CONVIDAM PARA A SESSÃO DE CURTAS INDEPENDENTES
Sábado, 25 de Abril, às 19 horas
RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
www.lunetim.blogspot.com
lunetim@hotmail.com
11 – 3229.4282
programação:
Insight – Ficção – 4 minutos
Realização: Márcio Vaz, Theo Grahl
Uma atitude tomada por impulso transforma o racional em insano, provocando ânsia àquilo que dá prazer.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Alma Cineclubista – Documentário – 31 minutos
Realização: Vânia Feitosa, Escola Magia Cinema de Paulínia, SENAC Campinas
Retrata o percurso do histórico cineclubista Diogo Gomes, dentro do Movimento Cineclubista Brasileiro, que dedicou e dedica sua vida nos seus trinta anos de militância para assegurar o filme tela, como um direito de todos.
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O Romance de Clara Menina com Dom Carlos de Alencar
Ficção - 11 minutos
Direção: Diogo Gomes dos Santos
Baseado no romance homônimo de Ariano Suassuna, conta a história da princesa Clara flagrada nua com Dom Carlos.
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Insônia – Ficção – 7 minutos
Realização: André Pires e Felipe Souza
Uma notícia sobre assassinato, um trecho da bíblia e um jovem solitário que ambienta essas neuroses em seus sonhos.
No final da sessão há um bate papo com os realizadores e apresentação musical com o grupo MARACATU BOIGY http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=64162569
sábado, 21 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
convite cineclube Lunetim Mágico - programação 28 março 09
CINECLUBE LUNETIM MÁGICORua Augusta 1239, 1º. Andar, conjuntos 13 e 14
Sábado, 28 de Março, às 19 horas
www.lunetim.blogspot.com
www.lunetim.com.br
jmontalvao@yahoo.com.br / curtas@lunetim.com.br
11 – 7038.6836
programação:
Doidivanas – Ficção - 21 minutos
Direção: Guto Medeiros
Num mundo caótico, cobaias humanas servem de experiências científicas.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Fome de Quê? – Documentário - 7 minutos
Direção: Cesar IriKawa, Jaqueline dos Santos, Renata Fenezi
Doc de dois alunos que foi selecionado para mostra no Camera Mundo, festival de documentários da Holanda ano passado. Fala sobre o desperdício de alimentos.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Fim de Estória – Ficção - 12 minutos
Direção: Pedro Verona
Roteirista tenta desenvolver sua idéia, enquanto outras imagens vão se materializando e deixando-o confuso sobre a sua realidade.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=-=-=
Varzeando – Documentário - 26 minutos
Direção: Tiago Capele, Tiago Sachetti, Camila Guedi, Camila Cordeiro, Hugo Lima
Um panorama sobre o futebol de várzea.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=-=-=
Merréis – Documentário - 15 minutos
Direção: Filipe de Freitas
Grupos de amigos viajam ao Rio de Janeiro, chegando lá eles se deparam com situações improváveis que lhes remetem ao mundo ficcional.
Ao final das projeções haverá um bate-papo e depois a apresentação do músico Alberto Oliveira (www.flickr.com/alberto_oliveira)
REALIZAÇÃO:
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
APOIO:
CINECLUBE BAIXA AUGUSTA e PONTO DE CULTURA AUDIOVISUALISTASAPOIO CULTURAL:
CULT ZONE (www.cultzone.com.br)
PHYTOTERÁPICA (www.phytoterapica.com.br)
segunda-feira, 2 de março de 2009
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO


Depois de uma parada de fim de ano, retornamos com as projeções do Cineclube Lunetim Mágico. Nessa sessão do dia 28 de fevereiro começamos bem. Com os filmes “Anita Garibaldi, um acampamento”; “Poesia do Cotidiano”; “Crônica Urbana” e “Crimes, Drogas & Rock´n Roll” mais a apresentação do músico Antonio de Todos os Cantos. A sala do Centro Cineclubista, nosso parceiro, estava totalmente lotada; fim de carnaval com cinema independente.
Como sempre fazemos tivemos ao final das projeções um bate papo com os realizadores e desse modo firmamos nossos objetivos com a produção audiovisual independente.
Muitos diretores estão nos enviados seus trabalhos, inclusive de outros estados. Mostrar e debater produções audiovisuais independentes é a nossa ênfase nesses anos de cineclubismo.
Agradecemos a parceria com o Centro Cineclubista de São Paulo, cito aqui alguns nomes: Diogo, Mário, Cacá, Antonio Carlos, Carioca. Essa parceria é de suma importância para o nosso projeto. A todos que contribuem para o nosso projeto, de alguma forma, nossos sinceros agradecimentos.
Em março temos mais.
Faça contato, mande seu filme:
www.lunetim.blogspot.com
curtas@lunetim.com.br
jonmontalvao@hotmail.com
11 – 7038.6836 / 3229.4282
CONJETURAS DE MAIS UM ANO - jonilson monalvão
Bem vindos a mais um ano novo (segundo a tradição brasileira de que o ano só começa depois do carnaval); bem vindos ao carnaval: “globalizada”, “bandeirizada”... televisivo. A festa popular numa dimensão midiática poderosa e asquerosa. Silicones saltitantes se exibem em redes de tvs para um mundo cada vez menos atraente, nesse sentido, que fique bem lógico a idéia. Cada olhada na tv é a mesma de ontem; sem novidades, sem perspectivas.
Deixando a festa popular de lado, e partindo para outro ponto: o otimismo. Esse é irreverente, por falta de adjetivo melhor. Todo esse otimismo das pessoas em relação à alteração do calendário é algo extraordinário, não que isso não seja uma ruim, todo esse simbolismo pode ter seu lado bom. Mas por outro lado parece que algumas mudanças ficam esperando o virar da folhinha para entrarem em ação; situações que nem sempre acontecem.
O ser humano em ato ocasional prol manifestação entra na sua tórrida rotina, sempre procurando a felicidade, esteja ela onde estiver. Nisso tudo eis que surgem os prognósticos, as retrospectivas, as perspectivas e outras tendências mais.
Ligando a tv de manhã nos deparamos com alguma mulher (pode ser homem também) fazendo previsões para o ano que entra, a escola de samba que irá ganhar, o time de futebol que irá ser campeão, os astros das novelas que vão se casar, tudo lindo e maravilhoso. Isso realmente é muito importante nas nossas vidinhas, temos a sensação de que sabemos de tudo sobre o futuro. Realmente somos abençoados pela tv, sem mais nenhuma perspectiva para o nosso futuro, nos embreamos pela vida de outras pessoas, fazendo disso um acontecimento histórico inigualável.
A imbecilidade segue seu rumo, a vida continua jorrando suas medíocres opiniões, alguns comentários pareceriam querer alterar algo, mas quem se importaria, as pessoas mudam, tudo muda, o mundo se transforma, ou bem ou mal, tudo é subjetivo.
Não me importo com anos, com datas, com religião, com merda nenhuma que traga ranços de civilização. Aliás, tentaram destroçar minha civilização, e até certo ponto conseguiram, mas, ainda, ficaram alguns traços históricos, algumas lembranças e outros nomes aqui e ali. Porém, acima de tudo está o modo de vida que teremos que assimilar, o respeito que teremos que ter com outras vidas e isso tudo se dá olhando algumas civilizações do passado, ali aprenderemos a olhar o mundo com outros olhos, com outras esperanças de vida um pouco mais prolongada, para todos os seres viventes nesse planeta.
Deixando a festa popular de lado, e partindo para outro ponto: o otimismo. Esse é irreverente, por falta de adjetivo melhor. Todo esse otimismo das pessoas em relação à alteração do calendário é algo extraordinário, não que isso não seja uma ruim, todo esse simbolismo pode ter seu lado bom. Mas por outro lado parece que algumas mudanças ficam esperando o virar da folhinha para entrarem em ação; situações que nem sempre acontecem.
O ser humano em ato ocasional prol manifestação entra na sua tórrida rotina, sempre procurando a felicidade, esteja ela onde estiver. Nisso tudo eis que surgem os prognósticos, as retrospectivas, as perspectivas e outras tendências mais.
Ligando a tv de manhã nos deparamos com alguma mulher (pode ser homem também) fazendo previsões para o ano que entra, a escola de samba que irá ganhar, o time de futebol que irá ser campeão, os astros das novelas que vão se casar, tudo lindo e maravilhoso. Isso realmente é muito importante nas nossas vidinhas, temos a sensação de que sabemos de tudo sobre o futuro. Realmente somos abençoados pela tv, sem mais nenhuma perspectiva para o nosso futuro, nos embreamos pela vida de outras pessoas, fazendo disso um acontecimento histórico inigualável.
A imbecilidade segue seu rumo, a vida continua jorrando suas medíocres opiniões, alguns comentários pareceriam querer alterar algo, mas quem se importaria, as pessoas mudam, tudo muda, o mundo se transforma, ou bem ou mal, tudo é subjetivo.
Não me importo com anos, com datas, com religião, com merda nenhuma que traga ranços de civilização. Aliás, tentaram destroçar minha civilização, e até certo ponto conseguiram, mas, ainda, ficaram alguns traços históricos, algumas lembranças e outros nomes aqui e ali. Porém, acima de tudo está o modo de vida que teremos que assimilar, o respeito que teremos que ter com outras vidas e isso tudo se dá olhando algumas civilizações do passado, ali aprenderemos a olhar o mundo com outros olhos, com outras esperanças de vida um pouco mais prolongada, para todos os seres viventes nesse planeta.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
do campo de futebol ao nascimento - jonilson
Meu filho nasceu no lugar que eu jogava bola. Foi num Sábado, 27 de dezembro, 2008... corria feito um cavalo livre sem rédeas e sem direção; o mato desviava tudo à sua volta. Meu filho nasce pequeno, pequenininho mesmo. Aruan. Com N no final, é como a mãe deseja. Sim, é lindo.
Eu não parava naquilo do bairro, dos limites do mundo que era o meu e nada mais; daquilo que o sonho da infância sempre soube e sempre estava ali presente nas coisas desiguais da vida. Do comedido até as improvisações da Avó para o almoço. Desde sempre fora assim para ela. Da terra tirava seu alimento, mas embarcações em outros locais a fizera, recuar um pouco. O sonho de cidade grande. Migrações que se tornam rotineiras.
Itaim Paulista da ocasião. Meu bairro. Hoje eu sei. Hoje eu posso dizer, posso saber que esse lugar tão simbólico é meu, são minhas raízes. O pequeno Aruan não correrá em teus campos, mas nasceu ali, onde hoje é o hospital. Ali onde todos os moleques corriam, se jogavam, chutavam bolas, pedras, ventos, matos, terras...
Hoje, olhando pela janela e falando com meu irmão pelo celular vejo onde caminhávamos à tarde, quando minha Avó ainda preparava seu feijão.
Minha esposa chega, ainda se refazendo do parto, mostro-lhe algumas coisas; aponto os lugares e digo o que era antes, numa nostalgia sem fim. Sou assim nostálgico mesmo, mas não apegado ao passado, apenas nostálgico. Relembro essas coisas enquanto meu Aruan está na maternidade ganhando peso. Tão pequeno, seus cabelos pretos ainda um pouco grudados; eu o pego às 3 da manhã e choro. Falo das histórias enquanto ele abre um olhinho e me observa sem questionamentos. Explico-lhe que logo logo ele vai sair dali, só falta uns quilinhos, só isso. Ele volta a dormir tranquilamente no seu berçinho aquecido.
As simbologias estão em tudo, desde sempre foi assim. A gente se torna tão escasso nessa vida que não percebe nada, mas em situações tão delicadas, quanto o nascimento de um filho, o sentido torna-se, outra vez, fervoroso. As atenções e os sentidos aguçados. Quando saímos de casa para o hospital eu estava assim, mas também estava tenso, ansioso. Minha esposa não. Ela arrumava as malas numa tranquilidade perturbadora. Tudo no seu devido lugar. Sentada na cama com a bolsa no colo ela colocava peça por peça, ajeitando-as com um carinho especial, uma a uma: blusinhas, sabonetes... olhava uma lista e pegava uma peça, olhava outra vez e pegava outra peça. Eu não aguentava aquilo, aquela serena paciência. Tomei um café enquanto tudo acontecia. O mundo da tranquilidade é o mundo da Michele, o meu, talvez, não seja. Saímos. Andando bem devagar. No ônibus as coisas ficam estáveis. Não é pra hoje, é o nosso pensamento. Mas quem sabe? Estou tão ansioso que não falo nada. Nem precisa, tudo é uma questão de tempo. É só esperar.
Mas ainda aconteceria outras situações que nos deixariam perplexos: o hospital, as enfermeiras, as grosserias dos profissionais que estariam ali para te atender com todo o cuidado... quanto despreparo.
Maternidade Leonora, essa mesmo!... ali parece tudo, menos um hospital, talvez até parecesse um hospital público mesmo, se os hospitais tivessem que se parecer com aquilo. Mas sabemos que pode se diferente.
Mulheres sentadas, barrigas cheias; dores extensas tomam o corredor sujo. Enfermeiras, técnicas, profissionais enfim, acostumados com a rotina não se abalam. Gritos numa sala, nasce uma criança. É assim, quanto tem que vir ao mundo vem em qualquer ocasião, são falas... sobre a morte e outras coisas. Mulheres gemendo e gritando. A dor do parto e algo que não entenderei. Nós, homens, somos espectadores nesse momento.
Ficamos ali, eu e minha esposa, sentados na cadeira de plástico, a tv ligada para distrair os lamentos. A hora passa e a lentidão no atendimento é algo que nem a gestapo arquitetaria tão bem. Minha cabeça dói, não compreendo como algumas coisas não mudam. Nós não conseguimos fazer nada. Quanto tempo levará para que consigamos resolver nossos problemas? Estou pensando mas não quero. Xoxa e o padreco cantam e dançam felizes da vida enquanto um casal de bolivianos os olha com olhar de pertinência. As dores e as falas; as transgressões e os sonhos; os sentidos da memória, que trava com uma busca pelo que se tem e não aquilo que se quer. As imagens que temos quando deflagrado com uma situação incomum , tão comum, ao cotidiano.
Esse é o motor que gira e gera essa metamorfose da vida? enquanto ela pulsa querendo estar vai haver a beleza do maravilhamento? Minhas perguntas são, agora, um nada tão pequeno em relação a tudo isso que vejo e sinto. Mas estão aqui comigo e quem sabe eu não as leve para outro patamar... quem sabe...
A estupidez e a insensatez reinam no ambiente. Chega nossa vez de sermos atendidos, mas não entendidos. A falta de polidez da profissional atinge minha esposa de cheio; é a nossa vez. A indelicadeza é repleta e não vale os choros dos pacientes aqui. Se sua pressão subir tome algum remédio, injeção é mais comum... mas não queremos ficar nesse ambiente denominado hospital, nos pronunciamos com a médica, assinamos o termo de responsabilidade e fomos embora para outro hospital, esse sim, mais digno, mais salutar: Casa de Maria, no Itaim Paulista. Ali fomos atendidos e entendidos como deveria ser em qualquer local, público ou não.
Depois de toda confusão passada, com a pressão alta minha esposa não poderia ficar ali, pois não daria para o parto natural. Uma ambulância nos conduziu para o Hospital Santa Marcelina, construído sobre o terreno que ontem era um grande campo de futebol.
Eu não parava naquilo do bairro, dos limites do mundo que era o meu e nada mais; daquilo que o sonho da infância sempre soube e sempre estava ali presente nas coisas desiguais da vida. Do comedido até as improvisações da Avó para o almoço. Desde sempre fora assim para ela. Da terra tirava seu alimento, mas embarcações em outros locais a fizera, recuar um pouco. O sonho de cidade grande. Migrações que se tornam rotineiras.
Itaim Paulista da ocasião. Meu bairro. Hoje eu sei. Hoje eu posso dizer, posso saber que esse lugar tão simbólico é meu, são minhas raízes. O pequeno Aruan não correrá em teus campos, mas nasceu ali, onde hoje é o hospital. Ali onde todos os moleques corriam, se jogavam, chutavam bolas, pedras, ventos, matos, terras...
Hoje, olhando pela janela e falando com meu irmão pelo celular vejo onde caminhávamos à tarde, quando minha Avó ainda preparava seu feijão.
Minha esposa chega, ainda se refazendo do parto, mostro-lhe algumas coisas; aponto os lugares e digo o que era antes, numa nostalgia sem fim. Sou assim nostálgico mesmo, mas não apegado ao passado, apenas nostálgico. Relembro essas coisas enquanto meu Aruan está na maternidade ganhando peso. Tão pequeno, seus cabelos pretos ainda um pouco grudados; eu o pego às 3 da manhã e choro. Falo das histórias enquanto ele abre um olhinho e me observa sem questionamentos. Explico-lhe que logo logo ele vai sair dali, só falta uns quilinhos, só isso. Ele volta a dormir tranquilamente no seu berçinho aquecido.
As simbologias estão em tudo, desde sempre foi assim. A gente se torna tão escasso nessa vida que não percebe nada, mas em situações tão delicadas, quanto o nascimento de um filho, o sentido torna-se, outra vez, fervoroso. As atenções e os sentidos aguçados. Quando saímos de casa para o hospital eu estava assim, mas também estava tenso, ansioso. Minha esposa não. Ela arrumava as malas numa tranquilidade perturbadora. Tudo no seu devido lugar. Sentada na cama com a bolsa no colo ela colocava peça por peça, ajeitando-as com um carinho especial, uma a uma: blusinhas, sabonetes... olhava uma lista e pegava uma peça, olhava outra vez e pegava outra peça. Eu não aguentava aquilo, aquela serena paciência. Tomei um café enquanto tudo acontecia. O mundo da tranquilidade é o mundo da Michele, o meu, talvez, não seja. Saímos. Andando bem devagar. No ônibus as coisas ficam estáveis. Não é pra hoje, é o nosso pensamento. Mas quem sabe? Estou tão ansioso que não falo nada. Nem precisa, tudo é uma questão de tempo. É só esperar.
Mas ainda aconteceria outras situações que nos deixariam perplexos: o hospital, as enfermeiras, as grosserias dos profissionais que estariam ali para te atender com todo o cuidado... quanto despreparo.
Maternidade Leonora, essa mesmo!... ali parece tudo, menos um hospital, talvez até parecesse um hospital público mesmo, se os hospitais tivessem que se parecer com aquilo. Mas sabemos que pode se diferente.
Mulheres sentadas, barrigas cheias; dores extensas tomam o corredor sujo. Enfermeiras, técnicas, profissionais enfim, acostumados com a rotina não se abalam. Gritos numa sala, nasce uma criança. É assim, quanto tem que vir ao mundo vem em qualquer ocasião, são falas... sobre a morte e outras coisas. Mulheres gemendo e gritando. A dor do parto e algo que não entenderei. Nós, homens, somos espectadores nesse momento.
Ficamos ali, eu e minha esposa, sentados na cadeira de plástico, a tv ligada para distrair os lamentos. A hora passa e a lentidão no atendimento é algo que nem a gestapo arquitetaria tão bem. Minha cabeça dói, não compreendo como algumas coisas não mudam. Nós não conseguimos fazer nada. Quanto tempo levará para que consigamos resolver nossos problemas? Estou pensando mas não quero. Xoxa e o padreco cantam e dançam felizes da vida enquanto um casal de bolivianos os olha com olhar de pertinência. As dores e as falas; as transgressões e os sonhos; os sentidos da memória, que trava com uma busca pelo que se tem e não aquilo que se quer. As imagens que temos quando deflagrado com uma situação incomum , tão comum, ao cotidiano.
Esse é o motor que gira e gera essa metamorfose da vida? enquanto ela pulsa querendo estar vai haver a beleza do maravilhamento? Minhas perguntas são, agora, um nada tão pequeno em relação a tudo isso que vejo e sinto. Mas estão aqui comigo e quem sabe eu não as leve para outro patamar... quem sabe...
A estupidez e a insensatez reinam no ambiente. Chega nossa vez de sermos atendidos, mas não entendidos. A falta de polidez da profissional atinge minha esposa de cheio; é a nossa vez. A indelicadeza é repleta e não vale os choros dos pacientes aqui. Se sua pressão subir tome algum remédio, injeção é mais comum... mas não queremos ficar nesse ambiente denominado hospital, nos pronunciamos com a médica, assinamos o termo de responsabilidade e fomos embora para outro hospital, esse sim, mais digno, mais salutar: Casa de Maria, no Itaim Paulista. Ali fomos atendidos e entendidos como deveria ser em qualquer local, público ou não.
Depois de toda confusão passada, com a pressão alta minha esposa não poderia ficar ali, pois não daria para o parto natural. Uma ambulância nos conduziu para o Hospital Santa Marcelina, construído sobre o terreno que ontem era um grande campo de futebol.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO, convida:
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
Rua Augusta 1239, 1º. Andar, conjuntos 13 e 14
Sábado, 28 de Fevereiro, às 19 horas - grátis
www.lunetim.blogspot.com
www.lunetim.com.br
jmontalvao@yahoo.com.br / curtas@lunetim.com.br
11 – 7038.6836
programação:
Anita Garibaldi, um acampamento – Documentário - 16min.
Direção: Anita Jardim, Roberto Samuel e Davi Amorim
Acampamento do MTST na cidade de Guarulhos; o filme mostra a organização, desafios e sonhos das famílias acampadas.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Poesia do Cotidiano - documentário/vídeo experimental
Só um minuto – 9 min. 40 segs.
Coordenação: Anahi Santos / Gabriela Leirias
Diversas pessoas falam do seu cotidiano, para isso elas têm apenas 1 minuto.
Um Bom Retiro? – 15 min.
Criação Coletiva – Coordenação: Anahi Santos
Grupo de artistas saem nas ruas do Bairro do Bom Retiro, em São Paulo, num misto de brincadeiras entrevistas, questionando as pessoas sobre o que é um bom retiro?
Em Compassos... impressões do cotidiano – 7 min.
Criação Coletiva – Coordenação: Gabriela Leirias
Um registro do cotidiano onde as imagens relatam os afazeres, os passeios; transeuntes à toa e as circunstâncias diárias da cidade.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Crônica Urbana – Documentário – 4 min. 10 segs.
Direção: Daniel Baptista
- Final do dia e o coletador de matérias reciclados, Romeu Sérgio, arruma seu material de trabalho.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=-=-=-=
Crimes, Drogas & Rock´n Roll – Documentário - 8 minutos.
- Doc sobre ex-prisioneiro da penitenciária que mora no Campo Limpo e fala sobre cadeia, drogas, PCC.
Ao final das projeções haverá um bate-papo e depois a apresentação do músico Antonio de Todos os Cantos
www.antoniogomespoesia.blogspot.com
REALIZAÇÃO:
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
APOIO:
CINECLUBE BAIXA AUGUSTA e PONTO DE CULTURA AUDIOVISUALISTAS
APOIO CULTURAL:
PHYTOTERÁPICA (www.phytoterapica.com.br)
JONILSON MONTALVÃO FOTOGRAFIA (www.fotostrabalhos.blogspot.com)
Rua Augusta 1239, 1º. Andar, conjuntos 13 e 14
Sábado, 28 de Fevereiro, às 19 horas - grátis
www.lunetim.blogspot.com
www.lunetim.com.br
jmontalvao@yahoo.com.br / curtas@lunetim.com.br
11 – 7038.6836
programação:
Anita Garibaldi, um acampamento – Documentário - 16min.
Direção: Anita Jardim, Roberto Samuel e Davi Amorim
Acampamento do MTST na cidade de Guarulhos; o filme mostra a organização, desafios e sonhos das famílias acampadas.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Poesia do Cotidiano - documentário/vídeo experimental
Só um minuto – 9 min. 40 segs.
Coordenação: Anahi Santos / Gabriela Leirias
Diversas pessoas falam do seu cotidiano, para isso elas têm apenas 1 minuto.
Um Bom Retiro? – 15 min.
Criação Coletiva – Coordenação: Anahi Santos
Grupo de artistas saem nas ruas do Bairro do Bom Retiro, em São Paulo, num misto de brincadeiras entrevistas, questionando as pessoas sobre o que é um bom retiro?
Em Compassos... impressões do cotidiano – 7 min.
Criação Coletiva – Coordenação: Gabriela Leirias
Um registro do cotidiano onde as imagens relatam os afazeres, os passeios; transeuntes à toa e as circunstâncias diárias da cidade.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Crônica Urbana – Documentário – 4 min. 10 segs.
Direção: Daniel Baptista
- Final do dia e o coletador de matérias reciclados, Romeu Sérgio, arruma seu material de trabalho.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=-=-=-=
Crimes, Drogas & Rock´n Roll – Documentário - 8 minutos.
- Doc sobre ex-prisioneiro da penitenciária que mora no Campo Limpo e fala sobre cadeia, drogas, PCC.
Ao final das projeções haverá um bate-papo e depois a apresentação do músico Antonio de Todos os Cantos
www.antoniogomespoesia.blogspot.com
REALIZAÇÃO:
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
APOIO:
CINECLUBE BAIXA AUGUSTA e PONTO DE CULTURA AUDIOVISUALISTAS
APOIO CULTURAL:
PHYTOTERÁPICA (www.phytoterapica.com.br)
JONILSON MONTALVÃO FOTOGRAFIA (www.fotostrabalhos.blogspot.com)
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
LUNETIM MÁGIGO - programação de dezembro
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
Rua Augusta 1239, 1º. Andar, conjuntos 13 e 14
Dia 20 de Dezembro, às 19 horas
www.lunetim.blogspot.com / www.lunetim.com.br
jmontalvao@yahoo.com.br / curtas@lunetim.com.br
11 – 7038.6836
PROGRAMAÇÃO:
VERDE NO CINZA – documentário - 13 minutos
Direção: Bruno Reinoldes
No alvoroço caótico da cidade de São Paulo, as contradições gritantes entre o meio ambiente que sobrevive no meio do concreto.
KALIDOSCÓPIO GIGANTE – ficção - 12 minutos
Direção: Mario Dalcendio Jr.
A opressão da grande cidade sobre as pessoas; um homem e uma mulher saem de seu trabalho para ir a um encontro, mas a longa espera do onibus faz desistir.
Vão a um parque e lá encontram um "anjo".
BOXE DE VIADUTO - ACADEMIA GARRIDO – documentário - 13 minutos
Direção: Andrea Lucas, Eduardo Yamatogi
Sob o Viaduto do Café na Rua Santo Antônio, uma academia de
Boxe ao ar livre torna-se a atração daqueles que passam por lá. Conhecido pela sua localização e pela sua tradicional forma de treinar seus atletas, a Academia do Garrido é retratada pelas pessoas que a freqüentam e por aqueles que passam todos os dias pelo local.
Rua Augusta 1239, 1º. Andar, conjuntos 13 e 14
Dia 20 de Dezembro, às 19 horas
www.lunetim.blogspot.com / www.lunetim.com.br
jmontalvao@yahoo.com.br / curtas@lunetim.com.br
11 – 7038.6836
PROGRAMAÇÃO:
VERDE NO CINZA – documentário - 13 minutos
Direção: Bruno Reinoldes
No alvoroço caótico da cidade de São Paulo, as contradições gritantes entre o meio ambiente que sobrevive no meio do concreto.
KALIDOSCÓPIO GIGANTE – ficção - 12 minutos
Direção: Mario Dalcendio Jr.
A opressão da grande cidade sobre as pessoas; um homem e uma mulher saem de seu trabalho para ir a um encontro, mas a longa espera do onibus faz desistir.
Vão a um parque e lá encontram um "anjo".
BOXE DE VIADUTO - ACADEMIA GARRIDO – documentário - 13 minutos
Direção: Andrea Lucas, Eduardo Yamatogi
Sob o Viaduto do Café na Rua Santo Antônio, uma academia de
Boxe ao ar livre torna-se a atração daqueles que passam por lá. Conhecido pela sua localização e pela sua tradicional forma de treinar seus atletas, a Academia do Garrido é retratada pelas pessoas que a freqüentam e por aqueles que passam todos os dias pelo local.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
IDENTIDADE CULTURAL - jonilson montalvão
A identidade cultural de um ser humano evidencia seus conjuntos de transformações, sugerindo algo na sua existência. Algumas destas transformações são um imbróglio de tudo o que sentimos e passamos.
Somos um conjunto de sentimentos e razões, e em alguns casos, a inteligência acaba por separar essas duas disposições ordenadas. A questão cultural se assemelha a nossa qualidade de pensamento e raciocínio subjetivos e objetivos.
Numa cultura de massa, disposições (ir) relevantes são sempre jogadas para uma ‘’linha de produção’’; isto é, todos são bombardeados pela mesmice. Já nos anos 30, 40 e 50, essa grande indústria cultural fomentava seus primeiros alardes; vários meios de comunicação surgiram nessas épocas, também foram se formando grandes empresas, essas foram de extrema importância para a nova forma de produção da cultura de massa que iria se estabelecer dali para frente.
Contrapondo essa indústria de massa, alguns pensadores da Escola de Frankfurt, na Alemanha, entre eles Adorno e Marcuse, tinham um raciocínio crítico perante tal indústria; pensando também uma grande indústria cultural, mas com uma representatividade, uma indústria cultural inovadora. Tais pensadores se baseavam nesse pensamento para desenvolver conceitos e mecanismos para que a verdadeira cultura fosse estabelecida pela não imposição que a cultura de massa vinha praticando e se estabelecendo.
Adorno proporcionava e provocava uma teoria fundamental para a compreensão da obra de arte como um complexo multidirecional: Uma grande obra de arte não pode simplesmente ser observada do ponto de vista racional, mas, também, a partir de um conceito onde o artista criador se mobilizou para criar uma obra cheia de referências, e tais referências passam por um processo magnânimo de desenvolvimento intelectual e emocional. Quando estamos diante de uma obra de arte (música, pintura, fotografia, cinema etc.), temos que pensa-la e senti-la em vários níveis de um complexo onde o esforço torna-se um aprendizado que transformará nossas condições de pensar e agir; não apenas como um entretenimento simplório.
Ao contrário da indústria cultural, a verdadeira cultura nos dimensiona um abarrotamento de identidade cultural ampla de uma experiência itinerante e sem fronteiras.
jonilson montalvão
www.jonilsonfoto.blogspot.com
Somos um conjunto de sentimentos e razões, e em alguns casos, a inteligência acaba por separar essas duas disposições ordenadas. A questão cultural se assemelha a nossa qualidade de pensamento e raciocínio subjetivos e objetivos.
Numa cultura de massa, disposições (ir) relevantes são sempre jogadas para uma ‘’linha de produção’’; isto é, todos são bombardeados pela mesmice. Já nos anos 30, 40 e 50, essa grande indústria cultural fomentava seus primeiros alardes; vários meios de comunicação surgiram nessas épocas, também foram se formando grandes empresas, essas foram de extrema importância para a nova forma de produção da cultura de massa que iria se estabelecer dali para frente.
Contrapondo essa indústria de massa, alguns pensadores da Escola de Frankfurt, na Alemanha, entre eles Adorno e Marcuse, tinham um raciocínio crítico perante tal indústria; pensando também uma grande indústria cultural, mas com uma representatividade, uma indústria cultural inovadora. Tais pensadores se baseavam nesse pensamento para desenvolver conceitos e mecanismos para que a verdadeira cultura fosse estabelecida pela não imposição que a cultura de massa vinha praticando e se estabelecendo.
Adorno proporcionava e provocava uma teoria fundamental para a compreensão da obra de arte como um complexo multidirecional: Uma grande obra de arte não pode simplesmente ser observada do ponto de vista racional, mas, também, a partir de um conceito onde o artista criador se mobilizou para criar uma obra cheia de referências, e tais referências passam por um processo magnânimo de desenvolvimento intelectual e emocional. Quando estamos diante de uma obra de arte (música, pintura, fotografia, cinema etc.), temos que pensa-la e senti-la em vários níveis de um complexo onde o esforço torna-se um aprendizado que transformará nossas condições de pensar e agir; não apenas como um entretenimento simplório.
Ao contrário da indústria cultural, a verdadeira cultura nos dimensiona um abarrotamento de identidade cultural ampla de uma experiência itinerante e sem fronteiras.
jonilson montalvão
www.jonilsonfoto.blogspot.com
domingo, 7 de dezembro de 2008
Cineclube Lunetim Mágico

O Cineclube Lunetim Mágico realiza todo o último sábado de cada mês seu projeto de exibição de curtas-metragens independentes. No mês de dezembro, excepcionalmente, dia 20.
A idéia é bem simples: às 19 horas começam as projeções, depois há um bate papo descontraído onde diretores, produtores, atores, atrizes, realizadores em geral conversam sobre a realização de seus filmes. Com isso todos se conhecem e, de repente, até pode surgir uma parceria para futuros projetos.
Enquanto isso os DJs do projeto Degusta Groove aquecem o ambiente, com sua música performática. O encontro finaliza com boa música, espaço para uma conversa agradável e tomar uma cervejinha.
O projeto acontece em parceria com o Cineclube Baixa Augusta e Centro Cineclubista de São Paulo, na Rua Augusta, 1239 – cj 13/14, às 19 hs.
Contatos: Jonilson 7038-6836, Henrique 3944-8426
www.lunetim.blogspot.com
jmontalvao@yahoo.com.br
curtas@lunetim.com.br
domingo, 16 de novembro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Cineclube Lunetim Mágico
O Cineclube Lunetim Mágico, em parceria com o Cineclube Baixa Augusta estarão nesse sábado, 27 de setembro, mais uma vez com seu projeto de exibição vídeo independente e, também, juntamente com o projeto Degusta Groove mostrando filmes e boa música sempre andaram juntos.
A idéia é bem simples: às 19 horas começa as projeções, nesse mês temos 4 curtas. Depois há um bate papo descontraído onde diretores, produtores, atores, atrizes, realizadores em geral conversam sobre os filmes e outras coisas. Com isso todos se conhecem e, de repente, até pode daí surgir uma parceria para futuros projetos.
Enquanto isso os DJs vão se aquecendo nos pick-ups. Depois a música já ganha o ambiente, e para quem fica a conversa continua e todos que quiserem podem tomar uma cervejinha e curtir um som agradável.
Nossa programação para dia 27:
Não são anjos o que comem com Deus – 5:43 min.
Dir.: João Luís de Brito Neto e Cacá Mendes
Vídeopoema documentário, em plano seqüência, a partir de detalhes da instalação do artista plástico Siron Franco no pavilhão 2 do antigo presídio Carandiru.
Sentidos da dança – 8:11 min.
Dir.: Danilo Pericoli
Documentário sobre uma professora que, voluntariamente, ensina balé clássico para garotas com deficiência visual.
Cambiados – 26 min.
Dir.: Stella Gafo
Dois imigrantes, vindos da Bolívia, contam, paralelamente, suas histórias de vida e trajetórias no Brasil. Juntamente com a experiência de uma escola municipal que busca a integração das crianças.
Em busca do gozo perdido – 16min.
Dir.: Alex Magnus e Fernando Frias
O cenário pornográfico do centro velho de São Paulo e seus personagens, sob o ponto de vista urbanístico e sociocultural.
Quem quiser chegar será bem vindo. Também estamos esperando seu vídeo. Fale com a gente.
www.lunetim.com.br
curtas@lunetim.com.br
11 – 7038-6836
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
PRÓXIMO A LANCHONETE IBOTIRAMA
METRÔ CONSOLAÇÃO
SÁBADO, 27 DE SETEMBRO
19 HORAS
A idéia é bem simples: às 19 horas começa as projeções, nesse mês temos 4 curtas. Depois há um bate papo descontraído onde diretores, produtores, atores, atrizes, realizadores em geral conversam sobre os filmes e outras coisas. Com isso todos se conhecem e, de repente, até pode daí surgir uma parceria para futuros projetos.
Enquanto isso os DJs vão se aquecendo nos pick-ups. Depois a música já ganha o ambiente, e para quem fica a conversa continua e todos que quiserem podem tomar uma cervejinha e curtir um som agradável.
Nossa programação para dia 27:
Não são anjos o que comem com Deus – 5:43 min.
Dir.: João Luís de Brito Neto e Cacá Mendes
Vídeopoema documentário, em plano seqüência, a partir de detalhes da instalação do artista plástico Siron Franco no pavilhão 2 do antigo presídio Carandiru.
Sentidos da dança – 8:11 min.
Dir.: Danilo Pericoli
Documentário sobre uma professora que, voluntariamente, ensina balé clássico para garotas com deficiência visual.
Cambiados – 26 min.
Dir.: Stella Gafo
Dois imigrantes, vindos da Bolívia, contam, paralelamente, suas histórias de vida e trajetórias no Brasil. Juntamente com a experiência de uma escola municipal que busca a integração das crianças.
Em busca do gozo perdido – 16min.
Dir.: Alex Magnus e Fernando Frias
O cenário pornográfico do centro velho de São Paulo e seus personagens, sob o ponto de vista urbanístico e sociocultural.
Quem quiser chegar será bem vindo. Também estamos esperando seu vídeo. Fale com a gente.
www.lunetim.com.br
curtas@lunetim.com.br
11 – 7038-6836
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
PRÓXIMO A LANCHONETE IBOTIRAMA
METRÔ CONSOLAÇÃO
SÁBADO, 27 DE SETEMBRO
19 HORAS
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
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