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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Cineclube como alternativa:


Matéria sobre Cineclubes onde citam o Cineclube Lunetim Mágico, na Revista Em Cena http://issuu.com/sinsaude/docs/em_cena_21_site
     do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde da cidade de Campinas:



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Como parar o mundo

 Esse texto foi publicado no site "Não2Não1"...


por Gustavo Gitti 

Você já quis parar o mundo? Pois saiba que o melhor momento para aprender a pausar a vida é ironicamente aquele em que mais você quer seguir vivendo.

Durante o sexo ou no meio de uma briga, às vezes desejamos interromper o fluxo dos fenômenos. Enfiar a cabeça no chão, nos momentos ruins, ou congelar a cena para a eternidade, nos bons. Tentativas sempre frustradas por uma espécie de ansiedade, uma urgência de abocanhar o prazer ou de tentar resolver uma situação dolorida. Ironicamente, mesmo quando tudo o que queremos é apertar pause, colocamos ainda mais força no botão de play.
Em vez de “descer do trem” do sofrimento ou eternizar alguma felicidade, parar o mundo pode ser entendido com outras imagens. Acariciar um leão que deita no chão pela primeira vez. Pousar a dois centímetros das nuvens. Ficar dentro da água e, por alguns segundos, relaxar como se você nunca mais precisasse puxar ou soltar o ar. Em vez de tentar pausar, retardar ou acelerar, jogar fora o controle. Descobrir que a cobra assustadora era apenas uma mangueira. Não ser atingido pelas balas depois de enxergar sua verdadeira substância de nuvem, sonho.
“O mundo é assim e assado, e tal e tal, só porque nos dizemos que é dessa maneira. Se pararmos de nos dizer que o mundo é tal e tal, o mundo deixará de ser tal e tal. Neste momento, não creio que você esteja pronto para esse golpe monumental, e, portanto, deve começar lentamente a desfazer o mundo.”
–Don Juan, em Portas para o Infinito, de Carlos Castaneda.
Castaneda conta que o índio Don Juan o ensinou a parar o diálogo interno e a ver além dos fluxos convencionais de interpretação, além da descrição do mundo, além do que tentamos nos convencer, segundo a segundo, sobre o que é a realidade. Ele chamava esse processo de “não fazer” – não fazer aquilo que estamos acostumados e sabemos fazer. Diante de uma árvore, por exemplo, não fazer pode ser focar nas sombras de suas folhas até que paremos de chamá-la de árvore, até que a árvore surja para além de nossa descrição de árvore.
O mundo para naturalmente quando nós paramos.
Claro, parar não é fácil. Além dos tiques corporais como roer a unha ou mover o pé freneticamente (que parecem estar naturalizados em nossa cultura), nossa mente tem mil vezes mais tiques e compulsões sutis. Se continuarmos tão distraídos, a arte de parar o mundo talvez seja esquecida. É por isso que compartilho agora algumas possibilidades.

Como parar o mundo durante o sexo

O andamento da noite foi acelerado. Eles saíram atrasados para o Forró in the Dark, dançaram até pingar, comeram pouco antes de fecharem o restaurante e foram para casa transar, um pouco ansiosos, distraídos, apressados. Enquanto ele metia de lado, por mais gostoso que fosse, ambos sabiam o que estavam fazendo, já haviam passado por isso incontáveis vezes, já podiam antecipar o desfecho.
Sem que ela entendesse, ele parou. Agarrado, ainda dentro, como que travando qualquer outro movimento. Antes de conseguir perguntar “O que foi?”, sua mente foi catapultada para onde a mente dele já estava. Ele a pegou pelo pescoço e virou. Ficaram se olhando e se cheirando enquanto se lembravam de si mesmos, do quanto não entendiam nada do que estava acontecendo, do quanto já estavam ali, felizes, colados e relaxados, mesmo antes enquanto estavam dispersos no carro.
Sem que ninguém falasse, o que se ouviu foi uma mistura de “Eu estou aqui”, “Quem é mesmo você?” e “Eu te amo a ponto de não saber o que isso significa”.
Depois aprenderam a parar o mundo sem necessariamente parar o corpo. Para ele, a catapulta começava com os olhos. Não piscava, quase desfocava, alternando entre se fixar nos olhos e atravessá-la, como se mirasse uma paisagem a 9 quilômetros exatamente atrás de sua nuca. Para ela, a catapulta era sentir a extensão quase infinita do próprio corpo e das sensações como se habitasse o corpo de outra pessoa, como uma simulação. Ao tentar se afastar, ela acessava ainda mais diretamente a realidade.

Durante uma briga

“Sempre que o diálogo interno pára, o mundo entra em colapso, e facetas extraordinárias de nossos seres emergem, como se tivessem sido mantidas numa guarda severa por nossas palavras. Você é o que é porque diz a si mesmo que é assim.” –Don Juan, em Portas para o Infinito, de Carlos Castaneda.
Às vezes é impossível brigar em apenas um cômodo da casa. Impossível olhar nos olhos do outro. Ela começa a se aprontar e vai freneticamente do banheiro para a lavandeira, do quarto para a sala. Ele finge ignorar a briga e fica respondendo da cozinha, enquanto bebe água sem estar com sede, e depois da sala, enquanto liga o computador sem saber por quê.
Não importa o que se diga, as falas dificilmente surgem além do horizonte de significação do problema, do mundo particular que reduz o foco dos olhos e sequestra pulmões. A briga acontece sempre com algum nível de alucinação, como se estivéssemos em um estado especial de REM. Ainda assim, é possível abrir a janela e repousar os olhos revirados no céu. Lembrar que estaremos todos mortos daqui a pouco. Admitir que nosso marido ou esposa não são nosso marido ou esposa; são apenas alguém que decidiu brincar um tempo conosco.
De um cômodo a outro, há uma espécie de bardo, limbo, entre-mundo: o corredor. Se a cozinha serve para algumas ações, se o escritório define o que podemos ali fazer, o corredor é o cômodo por excelência do não-fazer.
É ali que podemos descobrir que o melhor jeito de resolver uma briga é não resolver nada, mas olhar o mundo no qual a briga acontece como se déssemos zoom out na própria casa. Ao fazer isso descobrimos a liberdade de criar mundos, nos divertimos com as dinâmicas possíveis da relação e nos relacionamos com a liberdade do outro, com aquilo nele que pode brincar de ser esposa e marido e de se perder nos conflitos entre tais personagens.
Com o mundo parado, podemos até voltar para a briga, mas agora estaremos com os dois pés no chão, não mais dentro de nossas cabeças.

Durante uma dança

“As possibilidades do homem são tão vastas e misteriosas que os guerreiros, em vez de pensar sobre elas, escolhem explorá-las, sem esperança de jamais chegar a entendê-las.” –Don Juan, em Portas para o Infinito, de Carlos Castaneda.
Olhar um vídeo de um casal dançando (ou de si mesmo com alguém) não diz muita coisa sobre o que é dançar junto. Há toda uma dinâmica interna ao corpo, uma misteriosa relação com o outro e com a música. Talvez a dança de salão seja um dos raros modos de relação que se aproximem do sexo na possibilidade de movimentar a energia, a respiração, a emoção do outro. É por isso que às vezes conseguimos parar o mundo no fim do facão, no samba de gafieira, entre qualquer passo de tango ou mesmo em alguma travada do forró.
Se bem conduzida, se o casal congela precisamente junto com uma pausa da música (no meio ou no fim), o contraste com a agitação anterior abre os sentidos e cria a sensação de completa expansão temporal e espacial. Quando voltamos a conversar com os amigos ao redor, parece que acabamos de sair de outro universo. De fato, não estávamos dançando. Deve existir outro verbo pra isso.

Durante a meditação

A cada momento, não importa em qual experiência, nosso impulso mais básico é o de se mover para buscar ou sustentar prazer e felicidade, ao mesmo tempo em que evitamos dor e sofrimento. Sentado na cadeira do escritório ou no zafu da sala de meditação, tendemos a nos ajeitar sempre que algo dói. É exatamente esse o padrão que conduz nossa ação nos relacionamentos e na vida em geral: nos esforçamos para sustentar confortos e resolver desconfortos, seja atrasos do namorado ou traições da namorada, assim como mexemos a perna na meditação.
Num âmbito ainda mais sutil, como uma vez ouvi do Lama Padma Samten, o próprio ato de respirar manifesta nossa insatisfação constante. Puxamos o ar, mas isso não dura, não é suficiente, logo se torna insustentável. A satisfação inicial vira urgência de soltar o ar. Relaxamos brevemente até sermos obrigados a puxar o ar novamente.
Portanto, um dos jeitos de parar o mundo enquanto estamos sentados em silêncio é inspirar e naturalmente contemplar a urgência de expirar; soltar o ar e observar calmamente o impulso de tragá-lo de volta. Enquanto observamos toda essa dinâmica que não precisa de esforço para seguir, o espaço entre cada movimento aumenta e de repente surge um vasto oceano de imobilidade e estabilidade. Essa percepção fica ainda mais nítida quando nos demoramos um pouco mais para voltar à respiração e percebemos que estamos há um bom tempo sem piscar.
O mundo parou. E isso chega a ser engraçado quando nos damos conta de que ele continua parado mesmo enquanto tudo se move.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Exército de formiguinhas

As latas de lixo da casa de Simone Craveiro poderiam muito bem fazer as vezes de peças de decoração. Coloridas, pequenininhas, começaram a perder utilidade há uns 2 anos, quando a dona de casa, de 35, recebeu um folheto sobre reciclagem. Primeiro foram garrafas de refrigerante que deixaram de ir para as tais latas e passaram a ser doadas a uma cooperativa. Depois as embalagens de iogurte, as de pasta de dente, caixas de leite, papelão, potes de vidro... Até que a imensa maioria do que antes era chamado de lixo na casa teve o mesmo destino. Nem o óleo de cozinha já usado escapou.
"Ensinei minhas três filhas que quase tudo que era jogado fora poderia ser lavado e mandado para reciclagem", diz Simone, que começou a tocar campainha por campainha em sua rua na Vila Sônia, zona sul de São Paulo, até que os vizinhos aderissem à coleta seletiva. "Não faço por dinheiro nem é papo de 'ongueira'. Se não fizermos nossa parte, ficaremos soterrados de lixo".
Pode parecer que Simone faz um papel de formiguinha, insignificante perto do que a cidade produz de lixo. Mas, de formiguinha em formiguinha, é um trabalho que pode de fato salvar o formigueiro.
De latinha em latinha, um papel jogado aqui e uma garrafa de refrigerante lá, cada paulistano gera por dia cerca de 1,2 quilo de lixo. Só em 2006, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Urbana (Abrelpe), a cidade jogou fora 3,3 milhões de toneladas de lixo domiciliar, 10% do total do País. Incluindo outros tipos de detritos, como industrial e entulho, são 5,8 milhões de t por ano - ou 16 mil t por dia, o suficiente para encher o Estádio do Pacaembu até o topo das arquibancadas.
O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) informa que só 1% desse lixo é reciclado por uma rede "oficial" de 70 cooperativas cadastradas. A média nacional é 5%, calcula a entidade Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).
Os números preocupam. Até porque pesquisadores como Elizabeth Grimberg, do Instituto Pólis e do Fórum Lixo e Cidadania, consideram que a Prefeitura parou no tempo em termos de reciclagem.
Mas há o que comemorar. O Pólis calcula que, graças a pessoas como Simone, empresas, ONGs, 45 mil catadores e mais de 150 cooperativas, cerca de 20% do lixo já é reciclado - índice de mundo civilizado. Estima-se que a capital tenha hoje 4 mil postos de entrega voluntária de lixo reciclável, em escolas, condomínios e parques. Só nos supermercados Pão de Açúcar, por exemplo, a entrega de lixo reciclável mais que dobrou de janeiro a outubro.
Esse exército tem garantido uma economia anual para a cidade de US$ 300 milhões - mas daria para economizar até US$ 1,2 bilhão, pelos cálculos do economista Sabetai Calderoni, autor do livro Os Bilhões Perdidos no Lixo. "Falta política pública, mas pequenas atitudes estão mudando o cenário", diz Elizabeth.

Fonte: Rodrigo Brancatelli (O Estado de S.Paulo - SP) - Boletim Recicláveis.com.br

obs: Enviado por e-mail por meu amigo Thiago. Estou repassando esta mensagem para mim também tão importante. Repassem!

terça-feira, 17 de julho de 2007

CARTA DO LIVRO

1 - TODOS TÊM O DIREITO DE LER
A sociedade deve agir a fim de que todos possam usufruir dos benefícios da leitura. Num mundo onde o analfabetismo impede uma grande fração
da população de ter acesso aos livros, os governos têm o dever de contribuir para a eliminação desse flagelo. Eles devem apoiar a produção do material impresso necessário à aprendizagem e à conservação da capacidade de ler. Em caso de necessidade, uma assistência bilateral ou multilateral deve ser fornecida às diversas profissões do livro. Os produtores e os distribuidores de livros, por sua vez, tem a obrigação de velar por que as idéias e as informações transmitidas pela palavra impressa sigam a evolução das necessidades dos leitores e do conjunto de toda a sociedade.
2 – OS LIVROS SÃO INDISPENSÁVEIS À EDUCAÇÃO
Numa época em que uma verdadeira revolução se opera no domínio da educação,
e na qual programas de grande envergadura são postos em atividades para aumentar
o número efetivo de escolares, é preciso assegurar , por meio de uma planificação
apropriada, uma adequação constante entre os manuais didáticos e o desenvolvimento
de sistemas de ensino. A qualidade e o conteúdo dos manuais de ensino devem ser
ininterruptamente aperfeiçoados em todos os países do mundo. A produção regional
pode ajudar aos manuais didáticos, assim como quanto aos livros educativos de caráter
geral, que são particularmente necessários ao aparelhamento das bibliotecas escolares
e à execução dos programas de alfabetização.
3 - A SOCIEDADE TEM O DEVER DE CRIAR CONDIÇÕES PROPÍCIAS À ATIVIDADE CRIADORA DOS AUTORES
A Declaração Universal dos Direitos do Homem estipula que “toda pessoa tem direito à proteção dos benefícios morais e materiais decorrentes de toda produção científica, literária ou artística de que ela é autora”. Essa proteção se deve estender igualmente aos tradutores, que, por meio de seu trabalho, contribuem à difusão dos livros para além das barreiras lingüísticas, constituindo assim um elo essencial entre o autor e um público mais amplo. Considerando-se que todos os países têm o direito de exprimir a personalidade cultural que possuem, salvaguardando com isso a diversidade indispensável à civilização, eles têm o dever de apoiar seus próprios autores em sua missão criadora, assim como de favorecer, pela tradução, o conhecimento das riquezas literárias dos outros países, aí se incluindo aqueles cuja língua tem fraca difusão.
4 – UMA ROBUSTA INDÚSTRIA NACIONAL DE EDIÇÃO É INDISPENSÁVEL AO DESENVOLVIMENTO NACIONAL
Num mundo em que a produção dos livros é extremamente desigual e no qual tantos homens estão privados de leituras, o desenvolvimento planificado das atividades nacionais de edição se impõem. Conseqüentemente, é preciso tomar medidas em escala nacional, completando-as, se necessário, pela cooperação internacional, visando a estabelecer a infra-estrutura necessária. O desenvolvimento da indústria de edição, que deve ser integrado à planificação da educação, da economia e do setor social, requer ainda a participação de organizações profissionais, estendida em toda a medida do possível ao conjunto de círculos do livro, graças a instituições como os conselhos nacionais de promoção do livro, assim como um financiamento a longo prazo e com baixas taxas de juros, a partir de uma base nacional bilateral ou multilateral.
5 – CONDIÇÕES FAVORÁVEIS À FABRICAÇÃO DOS LIVROS SÃO INDISPENSÁVEIS AO DESENVOLVIMENTO DA EDIÇÃO
Em suas políticas econômicas, os governos devem e devem agir de modo que a indústria do livro disponha das provisões e do material necessários ao desenvolvimento de sua infra-estrutura, notadamente de papel e de máquinas de impressão e encadernação. A utilização máxima dos recursos nacionais assim como as facilidades concedidas à importação dessas provisões e desse material permitirão a produção de textos de leitura pouco custosos e agradáveis. Também deve ser dada prioridade à transcrição de línguas não-escritas [ágrafas]. Todos aqueles que participam da fabricação de livros devem velar para que as normas mais elevadas possíveis sejam aplicadas no que concerne à produção e à concepção, particularmente no que diz respeito aos livros destinados a pessoas deficientes.
6- OS LIVREIROS CONSTITUEM UM ELO FUNDAMENTAL ENTRE OS EDITORES E OS LEITORES
Situando-se no extremo dos esforços que visam a apoiar o hábito da leitura, os livreiros têm responsabilidades ao mesmo tempo culturais e educativas. Velando para que um leque de boas obras seja oferecido aos leitores, eles têm uma função capital. Tarifas especiais para as remessas pelo correio e por frete aéreo, facilidades de pagamento, e todas as outras reduções que sejam de natureza a aliviar as taxas financeiras, ajudam-nos a desempenhar essa função.
7 – SEDES DO CONHECIMENTO ARTÍSTICO E CIENTÍFICO, CENTROS DE PROPAGAÇÃO DA INFORMAÇÃO, AS BIBLIOTECAS FAZEM PARTE DOS RECURSOS NACIONAIS
As bibliotecas ocupam uma posição-chave na distribuição dos livros. Elas constituem freqüentemente o meio mais eficaz de colocar os textos impressos à disposição do leitor. Enquanto um serviço público, elas favorecem a leitura, que, por sua vez, contribui ao bem-estar individual, à promoção da educação permanente e ao progresso econômico e social. A organização das bibliotecas deve corresponder às possibilidades e às necessidades de cada nação. Não apenas nas cidades mas, mais ainda, nas vastas regiões rurais, com freqüência desprovidas de livros, cada escola e cada coletividade haverá de possuir ao menos uma biblioteca dotada de pessoal qualificado e de um orçamento suficiente. As bibliotecas desempenham igualmente uma função essencial na satisfação das necessidades dos especialistas e do ensino superior. O estabelecimento de redes nacionais de bibliotecas haverá de dar ao leitor, em toda parte, a possibilidade de ter acesso aos livros.
8 – MEIO DE CONSERVAÇÃO E DE DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO, A DOCUMENTAÇÃO SERVE À CAUSA DO LIVRO
Os livros científicos, como todas as obras especializadas, são tributários de bons serviços de documentação. Conseqüentemente, convém desenvolver esses serviços com a ajuda dos governos e de todos membros da comunidade do livro. A fim de que cada país possa dispor a todo momento da documentação mais completa, medidas devem ser tomadas para que o material de informação circule o mais livremente possível através das fronteiras.
9 – A LIVRE CIRCULAÇÃO DOS LIVROS ENTRE PAÍSES CONSTITUI UM COMPLEMENTO INDISPENSÁVEL ÀS PRODUÇÕES NACIONAIS E FAVORECE A COMPREENSÃO INTERNACIONAL
Para que as obras criadas no mundo sejam acessíveis a todos, é de importância capital que os livros circulem livremente. Os obstáculos, tais como tarifas aduaneiras e impostos, podem ser eliminados por meio de uma aplicação generalizada dos acordos da Unesco e das outras recomendações e tratados internacionais concebidos com esse fim. As licenças de importação e as divisas necessárias à compra de livros e de matérias-primas destinadas à fabricação dos livros devem ser em toda parte concedidas de modo liberal, e é preciso reduzir ao mínimo os impostos interiores e os outros entraves ao comércio dos livros.
10 – OS LIVROS SERVEM À CAUSA DA COMPREENSÃO INTENACIONAL E DA COOPERAÇÃO PACÍFICA
“Tendo em vista que as guerras surgem no espírito dos homens, declara o Ato constitutivo da Unesco, “é no espírito dos homens que devem ser construídos as defesas da paz”. Os livros representam um dos principais meios de defesa da paz, em razão do papel considerável que desempenham na criação de um clima intelectual de amizade e de compreensão mútua. Todos os interessados têm a obrigação de assegurar que o conteúdo dos livros favoreça a plenitude do indivíduo e o progresso econômico e social, a compreensão internacional e a paz.


Aprovado em Bruxelas, em 22 de Outubro de 1971, pelo Comitê de Apoio ao Ano Internacional do Livro

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Cancelamento da taxa telefônica

Projeto de Lei nº. 5476

CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA DE R$ 40,37 (residencial) e R$ 56,08 (comercial)

Quando se trata do interesse da população, nada é divulgado.
Ligue 0800 619 619 (ligação gratuita), não digite nada, espere para falar com uma atendente. Diga que é para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo. O Projeto de Lei é o de nº 5476, e eles não sabem até quando vai a votação. Esse tipo de assunto NÃO é veiculado na TV ou no rádio, pelo simples fato de haver outros interesses por trás e nossos políticos não tem interesse e não estão preocupados com isso, então, nós é que temos que fazer alguma coisa, afinal, somos nós que pagamos. O telefone a ser discado (0800 619 619, das 08:00 h as 20:00 h) é da Câmara dos Deputados. Ligue para mudar esta situação. Passe adiante esta mensagem, para o maior número possível de pessoas. Não pague mais assinatura no telefone fixo. Será uma economia muito grande no final do ano. Ligue... vamos divulgar. LIGUE: 0800 619 619. Entrando em vigor esta lei, você só pagará pelas ligações efetuadas, acabando com esse roubo que é a assinatura mensal. Este projeto está tramitando na "COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR" na Câmara. Quantos mais ligarem, maior a chance. O BRASIL AGRADECE! Não adianta a gente ficar só reclamando, quando podemos, devemos tomar uma atitude. Envie uma cópia para seus amigos e divulgue AGORA!!!

Mensagem repassada por nosso amigo Jorge Lira

terça-feira, 19 de junho de 2007

http://www.fazendomedia.com/

Por Marcelo Salles - salles@fazendomedia.com

Com a RCTV, cai também boa parte da credibilidade das corporações da mídia em todo o mundo. Seja a CNN, que falsificou imagens de protestos; sejam as agências de notícias ligadas a Washington ou as emissoras privadas da América Latina, que apoiaram o golpe na Venezuela em 2002. No Brasil, o ímpeto contra Hugo Chávez já coleciona distorções, meias verdades e mentiras inteiras.

Por exemplo, a primeira página da Folha de S. Paulo desta quarta-feira (30) registra que a concessão da RCTV foi "cassada" por Hugo Chávez. Não é verdade. A concessão terminou e não foi renovada; ela não foi cassada. A TV Globo, por sua vez, em praticamente todos os seus telejornais dá a entender que o governo venezuelano fechou a emissora arbitrariamente, comprometendo a liberdade de imprensa e a democracia.

Os demais veículos corporativos seguem pelo mesmo caminho. Com alguma dificuldade, assumem que houve um golpe de Estado contra Chávez, em abril de 2002. Mas, do jeito que noticiam, fica parecendo que o golpe surgiu por geração espontânea. Não apontam responsáveis, embora os conheçam. Não revelam a participação da CIA, embora existam provas fartas. Não oferecem, sequer, a versão do outro lado, conforme ensinam seus próprios manuais de redação.

Naquela sexta-feira, 11 de abril de 2002, Arnaldo Jabor comemorou o golpe contra Chávez atirando bananas para o alto, em seu comentário para o Jornal Nacional. A revista Veja também ficou satisfeita: "cai o presidente falastrão", disse sua edição daquele final de semana.

Mas o que está por trás da atual campanha contra Hugo Chávez não é nem o presidente venezuelano em si. É também, mas vai além dele. Atravessa-o. O que está em jogo é o controle de um bem público que confere um poder nunca antes sonhado pelas elites. Hoje, na Era da Informação, o poder de produzir e transmitir imagens e palavras é a premissa básica para se alcançar todas as riquezas imagináveis.

Aquilo que os exploradores de hoje perceberam há pelo menos cinqüenta anos, só recentemente os movimentos sociais começaram a entender. O ponto chave é: quem controla a subjetividade, controla a hegemonia. Os meios de comunicação de massa constituem a instituição com maior poder de produzir subjetividades. Através de suas mensagens, determinam formas de pensar, agir, sentir e viver de toda uma comunidade, região ou país.

É por isso que as corporações da mídia, a serviço da exploração dos povos, articulam uma campanha sem precedentes contra Hugo Chávez. Porque ao não renovar a concessão de uma dessas corporações e, além disso, conceder seu controle a grupos populares, Chávez atinge substancialmente a fonte de poder daquelas corporações. Por isso o dia da não renovação da concessão da RCTV, 27 de maio de 2007, será lembrado como um grande avanço na história da humanidade.

A TV Globo, que apoiou a ditadura que seqüestrou, torturou e assassinou milhares de brasileiros - repito, milhares de brasileiros - agora acusa Hugo Chávez de violar a liberdade de imprensa. A Folha de S. Paulo, que emprestou automóveis para órgão da repressão, agora acusa Chávez de agredir a democracia. Estão desesperados. Porque o governo venezuelano abriu um precedente perigosíssimo para as classes exploradoras, mas belíssimo para todos que acreditam numa humanidade mais humana.

Neste mês de maio, vencem dezenas de outorgas de rádio e televisão no Brasil. São cinco da Globo, duas da Bandeirantes e uma da Record, sem contar as emissoras afiliadas. O levantamento foi feito pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e pode ser lido aqui.

Em junho do ano passado, em plena Copa do Mundo, o presidente Lula assinou um decreto ilegal entregando novas concessões públicas de televisão digital para as mesmas empresas que já transmitem em sinal analógico. Se os movimentos sociais não quiserem continuar sendo massacrados pelas corporações de mídia, a hora de agir é agora. É preciso compreender a importância histórica desse momento e ir para as ruas. Movimento Negro, MST, MTST, Marcha das Mulheres, Estudantes acampados na USP e em outras universidades, professores, sindicatos, todos, sem exceção, precisam ir para as ruas e, mais que pressionar, precisam obrigar nossos representantes a não renovarem essas concessões e a anularem o decreto da televisão digital.

O que está acontecendo na Venezuela não é um ato isolado. São as conseqüências da falência das políticas neoliberais, que concentram as riquezas em poucas mãos e distribuem a miséria para a maioria. É possível reverter esse quadro, como o governo venezuelano está mostrando. Até porque o fracasso desse modelo derruba também a credibilidade de seus interlocutores, ou seja, das corporações da mídia. E um dos momentos mais lindos da história humana é quando os oprimidos deixam de acreditar nas palavras dos exploradores e se levantam, sem medo, dispostos a enfrentá-los.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Comunidade quilombola acusa Globo de manipulação e exige direito de resposta


Foto: André Cypriano (Exposição: “Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência”)


Comunidade quilombola acusa Globo de manipulação, exige espaço para falar e quer que o Incra e a Fundação Palmares também se pronunciem
Nota Pública :


As falsidades veiculadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão no dia 14 de maio deste ano “Crime no quilombo - suspeitas de fraude e extração de madeira de Mata Atlântica” repetem na história o que significou o 14 de maio de 1888 para a população negra no Brasil, dia seguinte à abolição oficial da escravatura. O dia 14 daquela época significou o acirramento das relações escravistas, da violência racial contra negras e negros, e a tentativa de exterminá-la através de inúmeras medidas de exclusão e apartheid, dando continuidade ao processo de exclusão social e criminalização da população negra.
Passados cem anos continuamos a assistir às práticas racistas, novamente a covardia daqueles que atacam as comunidades negras utilizando as estruturas poderosas de dominação se manifesta através da veiculação de uma reportagem fraudulenta e tendenciosa, sem oferecer a comunidade nenhuma oportunidade para se defender.
Nossa comunidade assistiu a reportagem exibida no Jornal Nacional da Rede Globo com profunda indignação diante da atitude racista expressa na má fé e na falta de ética de um meio de comunicação poderoso que está submetido a interesses perversos e tenta esmagar uma comunidade negra historicamente excluída.
Já esperávamos por esta reportagem, pois fomos testemunhas do teatro que foi armado por ocasião das filmagens, onde boa parte da comunidade envolvida na luta pela regularização do território quilombola nem sequer foi ouvida, visto que a equipe de reportagem se recusou a registrar qualquer versão contrária aos interesses dos fazendeiros, cortando falas e utilizando de métodos persuasivos, já que demonstrou expressamente o objetivo de manipular e deturpar a realidade, inclusive . Tentamos conversar com os prepostos da TV
Bahia, filial da rede Globo, mas fomos ignorados. Logo vimos a vinculação da reportagem com os poderosos locais que tentam explorar nossa comunidade.
Diante deste sentimento de indignação com a reportagem fraudulenta exibida hoje vimos a público divulgar as verdades que Globo não divulga:
Historicamente, nossa comunidade ocupa este território. Os relatos dos mais idosos remetem nossa presença a muitas gerações. Ali sempre praticamos um modo de vida fruto de uma longa tradição deixada por nossos ancestrais. Extraímos da Floresta a Piaçava, o Dendê, a Castanha, e tantos outros produtos. Extraímos tantos tipos de cipós diferentes que usamos para fazer cofos, cestos e tantos outros artesanatos aprendidos com nossos avós. Nós amamos a floresta e a defendemos.
Nossa luta para defender a floresta causa a ira de poderosos interesses que desejam o desmatamento para a grande criação de gado que cresce no recôncavo. Estamos decepcionados com a falta de dignidade do jornalista que expôs seu nome numa reportagem fraudulenta, pois as imagens do desmatamento de madeira apresentado na reportagem não foi filmada em nossa comunidade, sendo que a pessoa flagrada no corte de madeiras não pertence a comunidade de
São Francisco do Paraguaçu, confirmando a manipulação dolosa, visto que as falas foram cortadas e editadas com o objetivo de transmitir uma mensagem mentirosa e caluniosa. Perguntamos aos responsáveis pela matéria: Por que não relataram as vultosas multas não pagas ao IBAMA pelos fazendeiros? Por que não mostraram os mangues cercados que inviabilizam a sobrevivência da comunidade?
Desta maneira, os poderosos que nos oprimem preferem partir para a calúnia, fraude e abuso do poder econômico. Tentam assim, dissimular já que sabem da força da verdade e do nosso direito. O Sr. Ivo, que aparece na reportagem, se diz dono da nossa área é um médico com forte influência política na região, à Frente de seus interesses está o seu Genro, conhecido como Lú Cachoeira, filho de um ex-prefeito e eterno candidato a prefeito. Lu Cachoeira tem um cargo de confiança no Governo do Estado como assessor especial na CAR (Coordenação de Ação Regional) e utiliza sua influência política para perseguir a comunidade. Esta família poderosa tem feito várias investidas contra a comunidade utilizando, inclusive, capangas, pistoleiros, ameaçando a comunidade, violentando crianças, perseguindo idosos, inclusive, utilizando métodos torpes refletidos nas ações violentas de policiais militares não fardados a serviço da família Santana que pode ser comprovado através de relatório da Polícia Federal que já teve diversas vezes na comunidade para nos defender.
Imbuídos do sentimento de justiça não podemos compactuar com atitudes que visam reverter as conquistas democráticas de reconhecimento de direitos da população negra, um verdadeiro afronte aos artigos 215, 216 e o artigo 68 das Disposições Transitórias da Constituição Federal. O povo negro e as comunidades quilombolas cientes de que o caminho de reparação das injustiças raciais é irreversível e que o direito constitucional à propriedade de seus territórios tradicionalmente ocupados é uma conquista da democracia brasileira, não sucumbirá aos interesses poderosos que durante toda história do Brasil promoveu atitudes autoritárias e de desrespeito ao Estado Democrático de Direito.
Lamentamos a covardia daqueles que usam o poder da mídia e do dinheiro para oprimir e perseguir comunidades tradicionais. Já estamos acostumados com esta prática perversa. Nosso povo resistiu até aqui enfrentando o peso da escravidão. FIÉIS A NOSSOS ANCESTRAIS, CONTINUAREMOS FIRMES, DE PÉ, LUTANDO PELA LIBERDADE!
Pela vergonhosa manipulação dos fatos e depoimentos,QUEREMOS
DIREITO DE RESPOSTA E QUE O INCRA E A FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES SE PRONUNCIEM.

Salvador, 15 de maio de 2007 Comunidade São Francisco do Paraguaçu, Cachoeira, Bahia
(Nota Pública)
site: http://www.ciranda.net/spip/article1094.html

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Mais uma do nosso querido governador...

Créditos da Imagem: Estúdio de ArteGepp e Maia


OFICINAS CULTURAIS - SP
Governo corta cerca de 60% de projetos e demite trabalhadores

Por Carlos Gustavo Yoda

Ler na íntegra na Agência Carta Maior:
http://www.agenciacartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14086&editoria_id=12

sexta-feira, 20 de abril de 2007